Terror contra indígenas no Mato Grosso do Sul entra na mira da Polícia Federal
Órgãos federais apuram denúncias de violência e ameaças contra comunidades indígenas no MS logo após o encerramento do pleito presidencial de 2026.

Foto: Lideranças indígenas participam de mobilização contra ameaças e ataques a comunidades de Mato Grosso do Sul. Foto: Reprodução · Original e licença
O clima de tensão tomou conta de aldeias no Mato Grosso do Sul nos últimos dias. A Polícia Federal e o Ministério Público Federal iniciaram apurações rigorosas para identificar os responsáveis por uma sequência de ataques e intimidações contra povos originários, fatos que ganharam força logo após a conclusão da votação para presidente em 2026.
A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) denunciou ao governo federal um cenário alarmante, que inclui relatos de mortes violentas em Naviraí, atropelamentos propositais em Coronel Sapucaia e uma onda de racismo e ameaças em Tacuru e Nioaque. Diante da gravidade, o Ministério dos Povos Indígenas acionou as autoridades policiais para garantir a segurança das comunidades.
Em Tacuru, a situação envolveu a circulação de áudios em redes sociais que sugeriam o envenenamento da água da Aldeia Sassoró. Embora o Ministério dos Povos Indígenas tenha esclarecido que não há provas de contaminação, a pasta solicitou perícia técnica nas gravações. O prefeito Rogério Torquetti confirmou que um funcionário da prefeitura foi reconhecido nas mensagens e, por isso, foi afastado do cargo para responder a um processo administrativo.
Sobre os episódios de violência, o Ministério Público Federal também atua para esclarecer os fatos. Em relação ao caso de Naviraí, o órgão informou que a investigação apontou que o crime não teve caráter político ou étnico, tratando-se de um conflito de ordem familiar. As autoridades seguem monitorando as demais denúncias de perseguição no estado.
Em resumo: - Polícia Federal e MPF investigam denúncias de violência e ameaças contra indígenas no Mato Grosso do Sul. - Servidor público de Tacuru foi afastado após ser identificado em áudios que ameaçavam a segurança hídrica da Aldeia Sassoró. - O MPF esclareceu que o caso de Naviraí foi um conflito familiar.
Fonte: Diário do Centro do Mundo

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