Assédio eleitoral dispara após urnas fechadas e MPT registra mais de mil denúncias
O Ministério Público do Trabalho contabilizou um salto nas queixas de perseguição política no ambiente de trabalho logo após o encerramento das eleições.

Foto: Publicação nas redes sociais sobre demissão e boicote por voto político. Foto: Reprodução · Original e licença
O ambiente de trabalho tornou-se palco de tensões políticas intensas logo após o encerramento da votação. Entre o último domingo e a noite de quarta-feira, o Ministério Público do Trabalho (MPT) recebeu 1.140 denúncias de assédio eleitoral, um volume que representa quase um terço de todos os 3.080 registros acumulados ao longo de toda a campanha eleitoral.
As queixas envolvem relatos graves de ameaças de demissão, dispensas arbitrárias e retaliações contra trabalhadores baseadas em suas escolhas políticas. O procurador-geral do Trabalho, Gláucio Araújo de Oliveira, reforçou que a liberdade de voto é um direito inalienável, afirmando que "o empresário é dono do negócio, e não do voto do seu empregado". A prática de discriminação por convicção política é ilegal e sujeita os infratores a sanções na Justiça do Trabalho.
O órgão tem atuado em diversos estados para coibir abusos. No Paraná, o MPT recomendou que o deputado federal eleito Guilherme Kilter (Novo) se retrate publicamente após denúncias de incentivo à demissão de eleitores de Lula. No Rio de Janeiro, uma decisão liminar proibiu a deputada estadual Índia Armelau (PL) de estimular empregadores a perseguir ou demitir funcionários por motivos ideológicos. Paralelamente, em Nova Petrópolis (RS), a circulação de listas de boicote a comerciantes levou mais de 30 pessoas a registrarem boletins de ocorrência na Polícia Civil.
Em resumo
- O MPT recebeu 1.140 denúncias de assédio eleitoral em apenas três dias após o pleito.
- As queixas totalizam 30% de todos os registros feitos durante a campanha.
- Órgãos de fiscalização e a Justiça têm emitido recomendações e liminares contra figuras políticas que incentivam a perseguição de trabalhadores.
Fonte: Diário do Centro do Mundo

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