Assédio eleitoral no trabalho: MPT registra mais de 3 mil denúncias em 2026
O Ministério Público do Trabalho aponta um salto nas queixas de coação política nas empresas, com foco no período pós-eleitoral e criação de força-tarefa.

O ambiente corporativo brasileiro enfrenta um cenário de tensão política, refletido no volume de queixas recebidas pelo Ministério Público do Trabalho. Até a tarde de 28 de outubro de 2026, o órgão acumulou 3.290 registros de assédio eleitoral. O mês de outubro foi o mais crítico, concentrando 2.500 dessas ocorrências, o que equivale a uma alta de 353% frente ao mês anterior.
A instabilidade se agravou após o segundo turno das eleições, ocorrido em 25 de outubro. O MPT informou que, apenas no período posterior à votação, foram contabilizadas 1.353 denúncias. O fenômeno é impulsionado por postagens em redes sociais que sugerem represálias contra funcionários com base em suas escolhas nas urnas. Em resposta, o ministro Luiz Marinho comunicou a implementação de uma força-tarefa nacional para investigar ameaças de demissão e perseguições ideológicas.
No mapeamento geográfico das denúncias, São Paulo aparece no topo da lista com 608 casos, seguido por Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. O MPT esclarece que os dados são parciais e que o trabalhador tem o direito de solicitar sigilo ao denunciar práticas como exigência de uso de símbolos partidários ou ameaças de perda de emprego.
Em resumo: - O MPT contabilizou 3.290 denúncias de assédio eleitoral em 2026, com 2.500 registros apenas em outubro. - O período pós-segundo turno concentrou 1.353 queixas de coação política. - O ministro Luiz Marinho instituiu uma força-tarefa para combater a discriminação e o assédio nas relações de trabalho. - São Paulo lidera o ranking nacional de denúncias, somando 608 registros.
Fonte: ICL Notícias

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