Política

Isolamento de Flávio Bolsonaro: aliados evitam endossar carta com teor golpista

Levantamento mostra que, dos 15 aliados presentes no discurso pós-eleição, apenas um apoiou o documento que questionava o resultado das urnas.

Foto: Flávio Bolsonaro Crédito: REUTERS/Diego Herculano · Original e licença

A tentativa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de questionar o resultado das eleições por meio de uma carta pública encontrou pouco eco entre seus próprios aliados. De acordo com levantamento divulgado pelo portal Brasil 247, apenas um dos 15 parlamentares e figuras políticas que acompanharam o senador em seu discurso após a derrota, no último domingo (25), compartilhou o documento original, publicado na quarta-feira (28).

O texto inicial de Flávio Bolsonaro autointitulava o senador como “presidente eleito” e levantava suspeitas de fraude no pleito. O senador José Medeiros (PL-MT) foi o único do grupo a replicar o conteúdo em suas redes sociais. Mesmo após o filho do ex-presidente alterar o termo para “líder do Brasil”, a postagem de Medeiros permaneceu ativa.

A maioria dos aliados presentes no palanque optou pelo silêncio ou pelo distanciamento. O senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado, afirmou que o PL não possui provas de irregularidades. Segundo ele, houve “algum problema na confecção” do documento, evitando endossar as alegações de fraude. Já o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) evitou comentar o teor da carta, preferindo ironizar a repercussão do termo “autodeclaração” utilizado pelo colega.

O desconforto com a iniciativa também atingiu a cúpula do Partido Liberal. O presidente da legenda, Valdemar Costa Neto, declarou na quinta-feira (29) que desaprovou o conteúdo da carta. Outros 12 nomes que compunham o grupo de apoio, incluindo o vice na chapa presidencial, Alfredo Gaspar, e o advogado Frederick Wassef, não se manifestaram publicamente sobre o episódio até o momento.

Em resumo

  • Apenas o senador José Medeiros compartilhou a carta original de Flávio Bolsonaro.
  • Figuras centrais do PL, como Rogério Marinho, negaram a existência de provas de fraude eleitoral.
  • O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, criticou publicamente a publicação do senador.
  • A grande maioria dos aliados presentes no discurso pós-eleição manteve silêncio sobre o documento.

Fonte: Brasil 247

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