Política

Bolsonaro impõe resistência a Alcolumbre e exige candidatura própria do PL no Senado

Ex-presidente articula estratégia para o comando do Legislativo em 2027, mantendo postura rígida no Senado enquanto admite negociações na Câmara.

Foto: Ex-presidente Jair Bolsonaro – 18/07/2025 Crédito: REUTERS/Mateus Bonomi · Original e licença

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) iniciou uma ofensiva para impedir que o seu partido apoie a recondução de Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) à presidência do Senado em 2027. Segundo informações apuradas pelo jornalista Gustavo Uribe, da CNN Brasil, Bolsonaro defende que a legenda, detentora da maior bancada do Congresso, apresente um nome próprio para a disputa, buscando protagonismo em vez de alianças com a atual cúpula da Casa.

A resistência de Bolsonaro ocorre em um momento em que Alcolumbre tenta atrair o apoio da direita acenando com a possibilidade de pautar a anistia aos envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. Para o ex-presidente, contudo, a pauta da anistia deve ser uma prioridade absoluta da próxima legislatura, independentemente de quem ocupe a presidência do Senado, e não deve servir como moeda de troca para garantir a permanência de Alcolumbre no cargo.

Enquanto a estratégia no Senado é de confronto, o cenário na Câmara dos Deputados segue uma lógica distinta. O PL mantém abertas as portas para negociar o apoio à reeleição de Hugo Motta (Republicanos-PB). O presidente nacional da sigla, Valdemar Costa Neto, deve se reunir com Motta para discutir as condições do acordo, que envolve a ocupação de postos estratégicos na Mesa Diretora e o comando de comissões fundamentais, como a CCJ e a de Segurança Pública.

O objetivo central da oposição é utilizar o controle desses colegiados para intensificar a fiscalização e a pressão política sobre o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a partir de 2027. A estratégia inclui a realização de audiências e a convocação de autoridades para prestar esclarecimentos.

Em resumo

  • Bolsonaro veta apoio a Alcolumbre no Senado e exige candidatura própria do PL.
  • Ex-presidente prioriza a aprovação de anistia aos envolvidos no 8 de janeiro.
  • PL negocia apoio a Hugo Motta na Câmara em troca de cargos e comissões estratégicas.

Fonte: Brasil 247

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