Elite universitária em MG persegue colegas bolsistas após resultado das urnas
Estudantes de medicina de Araguari são investigados por ataques preconceituosos contra colegas que dependem de auxílios estudantis e trabalho informal.

Foto: Captura de tela de conversa em grupo de WhatsApp de estudantes de Medicina. Foto: Reprodução · Original e licença
O clima de intolerância política transbordou as salas de aula de uma faculdade de medicina em Araguari, no Triângulo Mineiro. Dois alunos da instituição foram denunciados por dispararem ofensas contra colegas que dependem de programas de assistência estudantil, logo após a definição do pleito presidencial no último domingo.
As mensagens, enviadas em um grupo de WhatsApp da turma, miraram diretamente quem utiliza o Prouni ou o Fies para cursar a graduação. O teor dos áudios também atacou estudantes que buscam complementar a renda vendendo doces no campus. Um dos autores das falas sugeriu que os bolsistas deveriam compartilhar seus benefícios com movimentos sociais, enquanto o outro ameaçou colegas que comercializam produtos para custear a própria sobrevivência.
Uma das estudantes atingidas, que trabalha com a venda de trufas para se manter na cidade, descreveu o episódio como uma humilhação baseada em preconceito socioeconômico. O caso gerou revolta no Diretório Acadêmico Diogo Guimarães, que emitiu nota de repúdio, destacando que o ambiente já vinha sendo contaminado por figurinhas e provocações contra eleitores do PT desde o primeiro turno.
Diante da repercussão, a faculdade informou que instaurou um procedimento administrativo para apurar a conduta dos envolvidos, garantindo que oferecerá suporte aos alunos alvos das agressões. Além da esfera acadêmica, o caso foi levado à Polícia Civil, com o registro de um boletim de ocorrência por difamação na quarta-feira.
Em resumo: - Dois estudantes de medicina são investigados por ataques a colegas bolsistas e trabalhadores informais. - As ofensas ocorreram em grupo de WhatsApp após a vitória de Lula. - A instituição abriu processo administrativo e um boletim de ocorrência por difamação foi registrado.
Fonte: Diário do Centro do Mundo

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