Política · Segurança

Governo federal mobiliza PF contra onda de ataques a comunidades indígenas

Após episódios de violência e intolerância religiosa no Mato Grosso do Sul e conflitos no Rio Grande do Sul, órgãos federais intensificam investigações para proteger povos originários.

Foto: Operação Ouroboros - Divulgação/PF · Original e licença

Uma série de ataques violentos contra comunidades indígenas no Mato Grosso do Sul levou o Ministério dos Povos Indígenas a solicitar uma investigação urgente da Polícia Federal. O cenário de hostilidade, que se intensificou após o segundo turno das eleições, inclui ameaças de envenenamento de água, racismo e a destruição de espaços sagrados. Em Tacuru, a casa de reza da líder espiritual Ñandesy Roberta, de 90 anos, foi consumida pelo fogo, um ato que a comunidade local classifica como perseguição religiosa.

A situação no município de Tacuru também envolveu o afastamento de um servidor público municipal, flagrado em mensagens de aplicativo sugerindo o envenenamento da água consumida pelos indígenas da aldeia Sassoró. O Ministério Público Federal interveio no caso, exigindo que a prefeitura apresente explicações e medidas de segurança em até dois dias. A resposta do governo federal à escalada de violência conta com a atuação conjunta das pastas de Direitos Humanos e da Igualdade Racial, além da mobilização da deputada federal Célia Xakriabá, que tem denunciado agressões contra povos tradicionais em diversas regiões do país, incluindo o povo Tikm’n em Minas Gerais.

Simultaneamente, a Polícia Federal deflagrou a Operação Diáspora no Rio Grande do Sul, focada na Terra Indígena Kaingang Ligeiro. Com o apoio de 175 agentes, a corporação cumpriu 26 mandados de busca e apreensão em cidades como Charrua e Tapejara. As investigações, que tiveram início em abril, buscam desarticular esquemas de exploração ilegal de madeira, tráfico de drogas e expulsão forçada de famílias indígenas de seus territórios.

Em resumo: - Polícia Federal investiga ataques racistas e ameaças de envenenamento contra comunidades Guarani e Kaiowá no Mato Grosso do Sul. - Casa de reza de líder espiritual de 90 anos foi incendiada em Tacuru, motivando apuração de intolerância religiosa. - Operação Diáspora cumpre 26 mandados no Rio Grande do Sul para combater crimes como tráfico e extração ilegal de madeira em terras indígenas.

Fonte: Revista Fórum

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