Governo federal atualiza lista de plantas em risco de extinção no Brasil
O Ministério do Meio Ambiente oficializou uma nova relação com 3.730 espécies da flora ameaçadas, destacando o agravamento do risco para o pau-brasil.

Foto: Mata Atlântica Crédito: Fernando Frazão/Agência Brasil · Original e licença
O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) oficializou, por meio da Portaria GM/MMA nº 1.783, a nova Lista Nacional Oficial das Espécies da Flora Ameaçadas de Extinção. O documento, publicado no Diário Oficial da União na última quarta-feira (28), aponta que 3.730 espécies vegetais enfrentam algum grau de risco no país.
A atualização, conduzida pelo Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro (JBRJ), serve como base fundamental para o desenho de políticas públicas, desde o licenciamento ambiental até a criação de unidades de conservação. Em comparação ao levantamento de 2022, houve um acréscimo líquido de 521 espécies na lista, resultado da inclusão de 595 novas plantas e da saída de 74 que apresentaram melhora em seu estado de conservação.
Do total catalogado, 838 espécies foram classificadas como vulneráveis, 2.162 estão em perigo e 730 encontram-se em situação criticamente em perigo. Entre os casos mais preocupantes está o do pau-brasil, que teve seu status agravado para criticamente em perigo. Por outro lado, a imbuia, árvore típica dos Campos Gerais paranaenses, foi retirada da relação de ameaçadas.
Os dados revelam que a Mata Atlântica e o Cerrado são os biomas com maior proporção de flora sob risco, atingindo 38% e 35% das espécies avaliadas, respectivamente. Na Amazônia, o índice é de 18%. O levantamento também aponta duas espécies da Mata Atlântica como possivelmente extintas: a Symplocos rizzinii e a Plinia rogersiana.
Em resumo
- O governo federal reconhece 3.730 espécies da flora sob ameaça de extinção.
- O pau-brasil teve seu risco elevado, enquanto a imbuia saiu da lista.
- Mata Atlântica e Cerrado concentram as maiores taxas de espécies ameaçadas.
- A lista orienta ações de proteção ambiental e licenciamento no país.
Fonte: Brasil 247

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