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Ibovespa fecha abaixo dos 170 mil pontos em meio a cautela fiscal e pressão externa

Principal índice da bolsa brasileira acumula quatro quedas seguidas enquanto mercado aguarda definições da equipe econômica e monitora inflação nos EUA.

Foto: Pessoa aponta para um painel eletrônico que exibe informações sobre as recentes flutuações dos índices de mercado na B3, em São Paulo Crédito: REUTERS/Carla Carniel · Original e licença

O Ibovespa encerrou o pregão desta quinta-feira (29) em queda de 1,06%, fechando aos 169.186,42 pontos. Com este resultado, o principal índice da bolsa brasileira acumula quatro sessões consecutivas de baixa, perdendo o patamar psicológico dos 170 mil pontos. O volume financeiro movimentado no dia somou R$ 42,31 bilhões.

O cenário de incerteza reflete a expectativa dos investidores em relação à montagem da equipe econômica e às diretrizes fiscais para o próximo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo o gestor Luciano França, da Paramis Avantgard, o mercado tem adotado uma postura seletiva, penalizando empresas mais sensíveis a juros e alavancagem, enquanto ativos exportadores e defensivos apresentam maior resiliência.

A pressão sobre os juros futuros de longo prazo evidencia que o mercado aguarda medidas concretas de controle de gastos. Dados do Banco Central divulgados hoje reforçam o clima de cautela: a dívida bruta do governo geral subiu para 82,93% do PIB em setembro, o maior nível em cinco anos, enquanto a dívida líquida avançou para 70% do PIB.

O ambiente externo também contribuiu para o desempenho negativo. Nos Estados Unidos, o índice de inflação PCE subiu 0,5% em setembro, acumulando alta de 3,6% em 12 meses. A perspectiva de juros elevados pelo Federal Reserve, somada a balanços decepcionantes do setor de tecnologia, como o da Alphabet, reduziu o apetite por risco globalmente, afetando mercados emergentes como o Brasil.

Em paralelo, a B3 anunciou uma mudança operacional importante: a partir de janeiro de 2027, a vigência das novas carteiras de seus índices, incluindo o Ibovespa, passará a ocorrer na segunda segunda-feira dos meses de janeiro, maio e setembro, alterando o calendário atual que utiliza a primeira segunda-feira.

Em resumo

  • O Ibovespa recuou 1,06%, fechando abaixo dos 170 mil pontos.
  • A dívida bruta brasileira atingiu 82,93% do PIB em setembro.
  • Inflação nos EUA (PCE) subiu 0,5% em setembro, pressionando mercados globais.
  • A B3 alterou o calendário de rebalanceamento de seus índices para 2027.

Fonte: Brasil 247

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