Política · Economia

Fonteles defende ajuste focado em privilégios e mantém compromisso com programas sociais

Governador reeleito do Piauí sugere que o governo federal busque o equilíbrio das contas combatendo desperdícios, sem sacrificar políticas de inclusão como o Pé-de-Meia Universitário e a tarifa zero.

Foto: Rafael Fonteles Crédito: Gabriel Paulino/GOV PI · Original e licença

O governador do Piauí, Rafael Fonteles, reeleito com 71% dos votos, defendeu que a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva priorize o combate a privilégios e o fim de desperdícios para alcançar o equilíbrio fiscal. Em entrevista recente, o petista argumentou que a sustentabilidade das contas públicas não deve ser alcançada por meio de cortes em programas sociais, mas sim através de uma gestão eficiente que preserve os compromissos assumidos com a população durante a corrida eleitoral.

Fonteles ressaltou que o debate econômico precisa ir além da simples redução de despesas, explorando diversas ferramentas para garantir a saúde financeira do país. O governador relembrou que, em gestões anteriores de Lula, o Brasil conseguiu conciliar superávits primários com investimentos robustos em inclusão social, o que, segundo ele, é o caminho para reduzir juros e impulsionar o crescimento. O gestor piauiense afirmou que iniciativas como o auxílio estudantil de nível superior, a gratuidade no transporte coletivo aos sábados e domingos e o programa Prospera MEI são viáveis dentro das regras fiscais vigentes.

Ao comentar sua própria experiência administrativa, o governador destacou que o Piauí alcançou superávit até agosto, utilizando um planejamento de médio prazo para organizar os investimentos. Ele explicou que é preciso analisar a natureza dos gastos, já que investimentos em obras, embora contabilizados como despesas, são essenciais para o desenvolvimento. Sobre especulações de que assumiria o Ministério da Fazenda, Fonteles negou qualquer diálogo com o presidente sobre cargos, reiterando que seu foco total está em realizar um segundo mandato superior ao primeiro no estado.

Por fim, o governador comentou o cenário político nacional, classificando como inócua a postura de Flávio Bolsonaro, que se autoproclamou presidente eleito após deixar o país. Apesar da crítica, Fonteles reconheceu que o bolsonarismo ainda mantém força política no Brasil. Ele defendeu que o novo ciclo de Lula deve ser marcado pela estabilidade econômica sem transferir o ônus da reorganização fiscal para os mais vulneráveis.

Em resumo: - Fonteles propõe que o equilíbrio fiscal seja atingido cortando privilégios e desperdícios, preservando programas sociais. - O governador confirmou a viabilidade de projetos como o Pé-de-Meia Universitário e a tarifa zero no transporte aos fins de semana. - O gestor negou conversas sobre assumir o Ministério da Fazenda e focará em seu segundo mandato no Piauí. - O Piauí obteve superávit nas contas até agosto, servindo de exemplo de gestão fiscal para o governador.

Fonte: Brasil 247

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