Defesa de ex-controlador do Banco Master denuncia adulteração em celular sob custódia da PF
Perícia técnica contratada pela defesa de Daniel Vorcaro aponta inconsistências e modificações em smartphone apreendido pela Polícia Federal.

Foto: Crédito: Reprodução · Original e licença
A equipe jurídica de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, apresentou um parecer técnico que coloca em xeque a integridade das provas colhidas pela Polícia Federal. Segundo informações publicadas pelo jornal O Globo, uma perícia contratada pela defesa aponta que o celular do empresário sofreu manipulações e teve dados alterados enquanto estava sob custódia oficial do órgão.
O documento, elaborado após o executivo questionar a veracidade de mensagens vazadas na imprensa, detalha que o aparelho passou por intervenções após a operação realizada em 17 de novembro de 2025. Entre as irregularidades apontadas estão três conexões via porta USB, além de alterações em credenciais de acesso e no banco de dados do WhatsApp. A defesa destaca que o dispositivo registrou atividades durante a madrugada, sem que houvesse qualquer registro formal sobre quem teria manuseado o equipamento.
Os dados levantados pelo perito indicam que, logo após a prisão, centenas de arquivos foram modificados ou inseridos no aparelho. Além disso, o relatório aponta uma incoerência cronológica grave: o material entregue pela corporação contém 340 arquivos com datas de modificação registradas entre maio de 2026, meses após a extração oficial dos dados, ocorrida em novembro de 2025.
Em nota, os advogados afirmam que as constatações são objetivas e baseadas nos próprios registros da Polícia Federal. A defesa argumenta que, diante da quebra da cadeia de custódia, as provas perdem sua validade jurídica e solicitou formalmente o acesso aos dados brutos originais da extração inicial.
Em resumo
- Perícia aponta conexões USB e modificações em arquivos do celular de Vorcaro sob custódia da PF.
- Defesa identifica 657 arquivos alterados e 436 novos itens inseridos no dispositivo após a apreensão.
- Relatório aponta datas de modificação posteriores à extração oficial dos dados.
- Advogados pedem a preservação e o envio dos dados brutos originais para garantir a integridade da prova.
Fonte: Brasil 247

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