Toffoli barra manobra da defesa e mantém Filipe Martins em regime fechado
Ministro do STF rejeitou pedido de progressão de pena para ex-assessor de Bolsonaro, apontando falhas técnicas na petição apresentada pelos advogados.

Foto: O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal · Original e licença
O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), indeferiu o pedido para que Filipe Martins, ex-assessor especial para Assuntos Internacionais do governo Bolsonaro, migrasse para o regime semiaberto. Martins cumpre pena de 21 anos de prisão por seu envolvimento na trama golpista que visava subverter o Estado Democrático de Direito.
Na decisão proferida nesta quinta-feira (29), Toffoli classificou a petição da defesa como inepta. Segundo o magistrado, o documento apresentava uma mistura confusa de solicitações, incluindo pedidos de readequação de pena, progressão de regime, habeas corpus e nulidades processuais, o que impediu a compreensão clara do objetivo central. "A falta de coerência lógica da peça inviabiliza a delimitação da causa de pedir", afirmou o ministro.
Filipe Martins, apontado como integrante do núcleo que articulou a tentativa de golpe, teve seu nome associado à apresentação de uma minuta golpista durante reunião no Palácio da Alvorada, em dezembro de 2022. O processo em que foi condenado é relatado pelo ministro Alexandre de Moraes.
Em nota, o advogado Tiago Tondinelli, que representa Martins, afirmou que a defesa respeita a decisão, mas discorda da fundamentação técnica. O defensor argumentou que o mérito das questões levantadas não foi analisado e informou que a equipe jurídica avalia os próximos passos, incluindo a possibilidade de entrar com uma revisão criminal.
Em resumo
- Dias Toffoli rejeitou o pedido de progressão para o semiaberto de Filipe Martins por considerar a petição confusa e inepta.
- O ex-assessor de Bolsonaro foi condenado a 21 anos de prisão por participação na trama golpista.
- A defesa de Martins afirmou que pretende recorrer da decisão e prepara uma revisão criminal para discutir pontos do processo.
Fonte: Diário do Centro do Mundo

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