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Em prisão domiciliar, Bolsonaro volta a apresentar crises de saúde após derrota de Flávio

Relatório médico enviado ao STF aponta que o ex-presidente, condenado por trama golpista, registrou novos episódios de taquicardia e soluços.

Foto: O ex-presidente condenado Jair Bolsonaro - Foto: Fábio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil · Original e licença

O ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre pena em regime de prisão domiciliar em Brasília, voltou a apresentar um quadro de instabilidade de saúde. De acordo com um relatório médico encaminhado nesta sexta-feira (30) ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), o ex-mandatário registrou episódios recorrentes de taquicardia e soluços intermitentes entre os dias 27 e 29 de outubro.

O documento médico chama a atenção por marcar uma mudança no quadro clínico recente. Nas semanas anteriores, os relatórios enviados à Corte indicavam que a saúde de Bolsonaro estava estável, apesar de efeitos colaterais causados por medicamentos, como sonolência e problemas de equilíbrio. O novo registro ocorre logo após o segundo turno das eleições, realizado no dia 25 de outubro, que culminou na derrota de Flávio Bolsonaro na disputa presidencial.

Embora a recorrência dos sintomas coincida com o momento de turbulência política enfrentado pelo clã Bolsonaro — que inclui a saída de Flávio do país rumo aos Estados Unidos após o pleito —, o relatório médico não estabelece qualquer relação de causalidade entre os eventos políticos e as alterações físicas do ex-presidente. O texto limita-se a descrever os sintomas observados no período.

Bolsonaro cumpre prisão domiciliar humanitária desde março, após ter sido condenado a 27 anos e três meses de reclusão. A sentença foi proferida pelo STF devido ao seu envolvimento em uma trama golpista, que incluiu crimes como organização criminosa armada e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

Em resumo

  • Jair Bolsonaro registrou novos episódios de taquicardia e soluços entre 27 e 29 de outubro.
  • O relatório médico foi enviado ao STF em 30 de outubro.
  • O ex-presidente cumpre pena de 27 anos e três meses por crimes relacionados a uma trama golpista.
  • Os sintomas reapareceram após a derrota de Flávio Bolsonaro nas eleições presidenciais.

Fonte: Revista Fórum

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