Governo Lula mira supersalários e penduricalhos para equilibrar contas em 2027
Equipe econômica prepara pacote de ajuste fiscal para 2027 com foco em cortes de gastos e cumprimento da meta de superávit primário.

Foto: O presidente Lula e o ministro da Fazenda, Dario Durigan, enfrentam o desafio de equilibrar as contas públicas e preservar os investimentos sociais em 2027 Crédito: Adriano Machado/Reuters · Original e licença
O Ministério da Fazenda articula um pacote de ajuste fiscal para 2027 que coloca na mira os chamados supersalários e penduricalhos no serviço público. A estratégia visa conter despesas e abrir margem no Orçamento para sustentar os compromissos sociais assumidos pelo governo Lula, em um momento de pressão do mercado financeiro por maior controle dos gastos públicos.
Uma das frentes centrais é a revisão de remunerações que superam o teto constitucional de R$ 46.366,19. A estimativa da equipe econômica é que o combate a essas distorções possa gerar uma economia anual de R$ 20 bilhões. Embora relevante, o valor é visto como parte de um esforço mais amplo, já que o governo precisa remanejar cerca de R$ 20 bilhões para acomodar programas como o Bolsa Família, o Pé-de-Meia e o Desenrola 3.0.
Para transmitir confiança aos investidores, o ministro Dario Durigan anunciou que o governo enviará ao Congresso um projeto para garantir que a política fiscal seja guiada pelo centro da meta, e não apenas pelo limite inferior. A meta para 2027 prevê um superávit primário de 0,5% do PIB. Contudo, o cenário é desafiador: a Instituição Fiscal Independente (IFI) alerta para o risco de um déficit de 1% do PIB, caso não haja uma revisão estrutural mais profunda nos gastos.
Além da pressão interna, o governo monitora fatores externos, como a taxa básica de juros em 13,75% ao ano e a volatilidade nos preços do petróleo, que impactam diretamente a arrecadação. O desenho final do ajuste ainda passa por negociações políticas, essenciais para viabilizar as medidas legislativas necessárias.
Em resumo
- O governo planeja economizar R$ 20 bilhões anuais combatendo supersalários no setor público.
- A meta fiscal para 2027 é de superávit primário de 0,5% do PIB.
- A IFI projeta um possível déficit de 1% do PIB, destacando a necessidade de um ajuste mais robusto.
- O Ministério do Planejamento busca remanejar R$ 20 bilhões para financiar programas sociais prioritários.
Fonte: Brasil 247

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