Política · Segurança

Bastidores do quarto mandato: Lula articula nova Esplanada após agenda internacional

Com retorno ao Brasil previsto para após 16 de novembro, presidente inicia desenho de sua equipe ministerial e avalia criação de nova pasta para a Segurança Pública.

Foto: Lincoln Gakiya, Camilo Santana e João Campos. Foto: Divulgação · Original e licença

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) prepara o terreno para a montagem de seu quarto mandato. A definição dos nomes que comporão o primeiro escalão deve ganhar tração a partir de 16 de novembro, data em que o petista retorna de uma agenda internacional que inclui a COP31, na Turquia, e a cúpula da ASEAN, nas Filipinas.

Entre as prioridades do governo está a criação do Ministério da Segurança Pública, uma promessa de campanha que aguarda o desfecho da PEC da Segurança no Senado. Para liderar a nova estrutura, o nome do promotor Lincoln Gakiya, reconhecido pelo enfrentamento ao PCC, circula nos bastidores como um perfil de peso institucional. O senador Camilo Santana (PT-CE) também é ventilado para a pasta, além de ser cotado para a Casa Civil.

A economia é outro ponto de atenção. O governador do Piauí, Rafael Fonteles (PT), surge como um dos nomes citados para a Fazenda, apoiado por sua formação técnica e desempenho eleitoral. O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) também aparece no radar para a função. Já Fernando Haddad, segundo aliados, avalia a possibilidade de assumir o Ministério das Relações Exteriores, sinalizando que não pretende retornar às pastas que já ocupou.

Mudanças na área militar também estão no horizonte. José Múcio Monteiro já manifestou o desejo de deixar o Ministério da Defesa, e o general Tomás Paiva é apontado como possível nome para o Gabinete de Segurança Institucional. O presidente ainda avalia o aproveitamento de quadros como Gleisi Hoffmann e José Guimarães, além da permanência de ministros como Esther Dweck, Leonardo Barchini e Fernanda Machiaveli em novas posições.

Em resumo

  • Lula definirá a equipe ministerial após o retorno de viagens internacionais em meados de novembro.
  • A criação do Ministério da Segurança Pública depende da aprovação de PEC no Senado.
  • Rafael Fonteles e Geraldo Alckmin são cotados para a Fazenda, enquanto Haddad é ventilado para o Itamaraty.
  • José Múcio Monteiro deve deixar o Ministério da Defesa, abrindo espaço para mudanças no comando das Forças Armadas.

Fonte: Diário do Centro do Mundo

COMECE A CONVERSA

O que você acha desta notícia?

Seja o primeiro a compartilhar sua opinião.

Comentários

Próxima notíciaDe cobrador de ônibus a voz influente: a trajetória de André Janones