Política · Justiça

PSOL questiona no MP exoneração de servidora que criticou Flávio Bolsonaro

Parlamentares do PSOL acionam o Ministério Público de São Paulo para investigar se a saída de uma servidora da Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência foi uma retaliação política.

Foto: No debate realizado pela Gobo, Flávio chamou Lula de nove dedos - Eduardo Anizelli - 23.out.26/Folhapress · Original e licença

Uma representação protocolada nesta sexta-feira, 30 de outubro, por parlamentares do PSOL, busca esclarecer os motivos por trás da dispensa de Silvana Pereira Gimenes. A servidora, que possui deficiência e conta com 41 anos de carreira no setor público, foi removida de seu posto de chefia na pasta estadual responsável pelas políticas para pessoas com deficiência em publicação oficial datada de 28 de outubro.

A deputada federal Luciene Cavalcante, o deputado estadual Carlos Giannazi e o vereador Celso Giannazi argumentam que o desligamento pode configurar perseguição política. O episódio ganhou repercussão após a servidora utilizar suas redes sociais para contestar o senador Flávio Bolsonaro, que havia empregado um termo capacitista ao mencionar o presidente Lula durante um debate televisivo.

O documento enviado ao Ministério Público de São Paulo aponta possíveis desvios de finalidade e questiona diretamente o governador Tarcísio de Freitas e o secretário Marcos da Costa. Os parlamentares exigem que o governo apresente provas concretas sobre os alegados ajustes administrativos, incluindo datas e detalhes sobre outras eventuais mudanças na estrutura da secretaria durante o mesmo período.

Em resposta, a administração estadual refutou qualquer vínculo entre a manifestação da servidora e sua exoneração. O governo de São Paulo sustentou que a decisão foi estritamente técnica, fruto de uma reestruturação interna, e negou que tenha havido qualquer tipo de retaliação contra a funcionária.

Em resumo: - O PSOL acionou o Ministério Público para investigar a exoneração de uma servidora da Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência. - A dispensa ocorreu logo após a funcionária criticar o senador Flávio Bolsonaro na internet. - O governo Tarcísio nega perseguição e justifica o ato como ajuste administrativo.

Fonte: Folha de S.Paulo

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