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Mistério na fronteira: ex-espião israelense e movimentações suspeitas de Flávio Bolsonaro

Investigação revela a presença de um ex-agente do Mossad em deslocamentos na fronteira argentina e aponta inconsistências nos registros migratórios do senador Flávio Bolsonaro após as eleições.

Foto: Símbolo do Mossad, Flávio Bolsonaro e a bandeira de Israel Crédito: Reuters · Original e licença

A movimentação do senador Flávio Bolsonaro após a derrota eleitoral de outubro de 2026 tornou-se alvo de uma apuração complexa sobre uma possível saída do país. O foco das atenções recai sobre a presença de Menachem Booky Halevy, um ex-integrante do serviço secreto de Israel, o Mossad, em uma van que atravessou a divisa entre Brasil e Argentina momentos antes de um comboio suspeito de transportar o parlamentar e seus parentes.

Halevy, que possui histórico de proximidade com lideranças políticas israelenses, desembarcou no Brasil em 19 de outubro. Na ocasião, ele estava na companhia de um jurista que prestou serviços jurídicos ao ex-presidente Jair Bolsonaro. O transporte de ambos foi realizado por uma empresa paranaense, a Dallas Turismo, que também foi acionada para o deslocamento de outros veículos identificados na mesma rota.

O condutor do veículo, Neri Luiz Dala Corte, admitiu ter levado dois homens até o aeroporto de Puerto Iguazú, na Argentina, embora tenha declarado que não presenciou a presença de familiares do senador no trajeto. A movimentação na área aeroportuária argentina foi notada por jornalistas locais, que descreveram um esquema de segurança reforçado com caminhonetes brasileiras e argentinas, incluindo veículos com placas diplomáticas.

Um ponto que intriga as autoridades são os registros migratórios do senador. Flávio Bolsonaro teve três entradas computadas na Argentina em um curto espaço de tempo. Duas delas, feitas com documentos brasileiros, foram posteriormente anuladas, restando apenas a entrada realizada com um passaporte italiano. Paralelamente, a esposa e as filhas do senador teriam seguido um caminho diferente, voando de Brasília para Cascavel antes de prosseguirem por terra.

A logística da viagem também levantou suspeitas sobre o uso de um jato executivo associado a Willer Tomaz, um advogado próximo ao senador que atualmente responde a inquéritos no Supremo Tribunal Federal por supostos crimes financeiros. Tomaz negou que a aeronave tenha sido utilizada para tal finalidade. Até o momento, a sucessão de eventos e a participação de figuras internacionais permanecem sob análise para verificar se houve uma operação estruturada para a saída do senador do território nacional.

Em resumo: - Ex-agente do Mossad foi visto na fronteira argentina em van que antecedeu comboio ligado ao senador. - Registros migratórios de Flávio Bolsonaro na Argentina apresentam inconsistências, com anulação de entradas via documentos brasileiros. - Advogado Willer Tomaz, citado em relação a um jato executivo, é investigado pelo STF por lavagem de dinheiro.

Fonte: Brasil 247

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