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Bastidores: aliados tentaram impedir fuga de Flávio Bolsonaro para os EUA

Antes de deixar o Brasil, senador foi aconselhado por aliados a não contestar urnas para evitar prisão, mas ignorou orientações e não entregou passaporte.

Foto: Flávio Bolsonaro beija Jair Bolsonaro durante a campanha eleitoral de 2022. Foto: Reprodução · Original e licença

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ignorou alertas de aliados e advogados sobre o risco iminente de prisão antes de deixar o Brasil rumo aos Estados Unidos. Após a derrota de seu pai, Jair Bolsonaro, na disputa presidencial de 2026, o parlamentar foi aconselhado a abandonar teses de fraude eleitoral, sob o argumento de que a estratégia poderia levá-lo ao mesmo destino do ex-presidente, que cumpre prisão domiciliar após condenação por tentativa de golpe de Estado.

A pressão sobre o senador intensificou-se na segunda-feira (26), após ele visitar o pai e ser alvo de uma intimação da Polícia Federal. Na ocasião, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, autorizou o cancelamento de seus passaportes brasileiros no âmbito de um inquérito que apura suspeitas de lavagem de dinheiro. Flávio também deveria ter entregado seu passaporte italiano à PF, o que não ocorreu.

Em uma reunião de cinco horas no escritório do advogado Otto Medeiros, nomes como o governador Tarcísio de Freitas e o senador Rogério Marinho tentaram convencer Flávio a adotar uma postura de oposição institucional ao governo Lula. O senador chegou a gravar um vídeo afirmando que não deixaria o país, mas, dias depois, já em solo americano, admitiu em nova transmissão que a decisão de fugir foi motivada pelo medo da detenção.

A postura de Flávio, que culminou na divulgação de uma carta de teor golpista após sua chegada ao exterior, gerou críticas entre aliados moderados. O episódio acabou por isolar o senador e fortalecer o nome de Tarcísio de Freitas como a principal alternativa para liderar a direita na corrida presidencial de 2030.

Em resumo

  • Flávio Bolsonaro foi intimado pela PF e teve passaportes brasileiros cancelados por ordem do STF.
  • Aliados aconselharam o senador a não questionar as urnas para evitar a prisão.
  • O parlamentar gravou vídeo negando intenção de sair do país, mas viajou para os EUA logo em seguida.
  • O senador descumpriu o acordo de entregar seu passaporte italiano às autoridades.

Fonte: Diário do Centro do Mundo

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