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Operação de fuga: Flávio Bolsonaro usou estrutura diplomática argentina e fraude para deixar o país

Investigação revela detalhes da logística internacional montada para retirar o senador Flávio Bolsonaro do Brasil após ordem do STF.

Foto: O senador Flávio Bolsonaro, que perdeu eleição para Lula e fugiu para os EUA - Foto: Joédson Alves/Agência Brasil · Original e licença

Uma complexa operação internacional, que envolveu o uso de veículos diplomáticos, escolta armada e possíveis fraudes em registros migratórios, foi montada para retirar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) do Brasil. A manobra ocorreu logo após o Supremo Tribunal Federal (STF) determinar a entrega imediata de seus passaportes às autoridades policiais, conforme revelou uma investigação detalhada exibida pelo programa Fantástico, da TV Globo.

A logística de evasão foi fracionada para evitar rastreamento. No dia 27 de outubro, o parlamentar partiu de Brasília em um jato executivo Cessna Citation Excel, ligado ao advogado Willer Tomaz, com destino a San Fernando, na Argentina. Simultaneamente, sua esposa e filhas seguiram para Cascavel (PR), de onde partiram em um utilitário rumo à fronteira. Documentos obtidos via cooperação internacional apontam que o sistema migratório argentino registrou a entrada do senador três vezes em um intervalo de 40 minutos, utilizando documentos diferentes, embora investigadores suspeitem que ele não estivesse no veículo terrestre, mas sim aguardando em um jato no aeroporto de Puerto Iguazú.

A operação contou com suporte de alto nível, incluindo a presença de um ex-agente do serviço de inteligência israelense, o Mossad, e o uso de uma caminhonete de representação diplomática do Ministério das Relações Exteriores da Argentina. O jornalista argentino Nicolás Munafó, do canal C5N, confirmou a presença de batedores da Polícia de Segurança Aeroportuária local durante a movimentação. A Justiça argentina já determinou a preservação de imagens de câmeras de segurança da região para apurar as irregularidades.

Para o trecho final, foi fretado um jato de luxo Gulfstream G400, da operadora Baires Fly, ao custo de 150 mil dólares. Segundo veículos de imprensa dos EUA e o jornal argentino Clarín, a logística contou com a interferência de Jason Miller, ex-assessor de Donald Trump. O senador desembarcou na Flórida, nos Estados Unidos, onde permanece sob proteção.

Em resumo

  • Flávio Bolsonaro deixou o Brasil após ordem do STF para entrega de passaportes.
  • A operação envolveu o uso de veículos diplomáticos argentinos, escolta policial e possíveis fraudes migratórias.
  • O trajeto final até a Flórida foi realizado em um jato de luxo fretado por 150 mil dólares.
  • A Justiça da Argentina ordenou a preservação de provas e investiga as facilidades concedidas ao parlamentar.

Fonte: Revista Fórum

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