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Senadores que perdem o mandato em 2027 carregam bagagem jurídica pesada no STF

Além de Flávio Bolsonaro, seis parlamentares derrotados nas urnas encerram o ciclo legislativo sob o olhar atento do Supremo Tribunal Federal, enfrentando acusações que vão de desvios de emendas a suspeitas de lavagem de dinheiro.

Foto: Os senadores Ciro Nogueira (PP-PI) e Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no plenário do Senado. Foto: Andressa Anholete/Agência Senado · Original e licença

O início de 2027 marcará uma mudança drástica na rotina de sete senadores que não conseguiram a reeleição. Ao deixarem seus gabinetes em janeiro, eles perdem o foro privilegiado e as proteções constitucionais contra prisões, mas permanecem sob a mira de inquéritos no Supremo Tribunal Federal. A Corte definiu, em março de 2025, que processos ligados ao exercício do cargo continuam sob sua jurisdição mesmo após o fim do mandato.

Ciro Nogueira, do PP do Piauí, encerra sua passagem pelo Senado respondendo a apurações sobre supostas contrapartidas recebidas de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. A Polícia Federal identificou movimentações financeiras entre empresas ligadas aos dois. No mesmo grupo, o senador Weverton Rocha, do PDT maranhense, é investigado por suposta lavagem de dinheiro em fraudes no INSS e por uma possível tentativa de obstruir a apuração de um homicídio ocorrido em 2022, caso relatado pelo ministro Flávio Dino. Ambos os parlamentares refutam as acusações.

O caso de Flávio Bolsonaro é emblemático. Após ter o passaporte retido e ser proibido de sair do país por ordem do ministro Alexandre de Moraes, o senador viajou aos Estados Unidos. Ele é alvo de investigações sobre evasão de divisas e lavagem de dinheiro, além de questionamentos sobre o financiamento de um documentário sobre seu pai. Em nota, o senador negou irregularidades e contestou o resultado das urnas.

A lista de parlamentares com pendências judiciais inclui ainda Zequinha Marinho, réu por exigir parte dos salários de seus assessores, e Carlos Viana, que teve o destino de R$ 3,6 milhões em emendas parlamentares questionado. Carlos Fávaro, Renan Calheiros e Zenaide Maia também figuram em procedimentos que variam de auditorias em repasses municipais a queixas-crime por ofensas.

Em resumo: - Sete senadores derrotados em 2026, incluindo Flávio Bolsonaro, encerram o mandato com investigações ativas no STF. - O Supremo mantém a competência sobre processos que tenham relação direta com o exercício da função parlamentar. - As apurações envolvem suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro, rachadinha e má gestão de verbas públicas.

Fonte: Diário do Centro do Mundo

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