Política · Justiça

Bastidores: o plano de fuga de Flávio Bolsonaro após derrota eleitoral

Reportagem revela como a apreensão de passaportes pelo STF motivou a decisão de Flávio Bolsonaro de deixar o país, ignorando conselhos de aliados.

Foto: Flávio e Eduardo Bolsonaro juntos. Foto: Reprodução · Original e licença

Logo após a confirmação da vitória de Lula nas urnas, o cenário nos bastidores da família Bolsonaro foi de intensa movimentação. Segundo informações publicadas pelo jornal O Globo, o deputado Eduardo Bolsonaro foi um dos principais articuladores a sugerir que seu irmão, o senador Flávio Bolsonaro, deixasse o Brasil imediatamente. A ideia também foi endossada pelo ex-apresentador Paulo Figueiredo.

Inicialmente, Flávio resistiu à pressão e afirmou que permaneceria no território nacional. Contudo, o cenário mudou drasticamente em menos de 24 horas, quando o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ordenou a apreensão dos passaportes do senador. O impacto da decisão judicial gerou pânico no parlamentar, que passou a temer uma prisão iminente.

A mudança de postura de Flávio ocorreu mesmo após receber orientações contrárias de figuras influentes de seu grupo político. O governador Tarcísio de Freitas, o senador Rogério Marinho e sua equipe jurídica defenderam que ele deveria permanecer no país. Em uma reunião realizada na segunda-feira (26), o grupo não desconfiou que o senador já estava decidido a partir, apesar de notarem seu estado de nervosismo.

Antes de embarcar para os Estados Unidos com a família, Flávio ainda dedicou cerca de duas horas para elaborar um vídeo onde negava qualquer intenção de deixar o Brasil. A estratégia de comunicação foi montada enquanto ele já articulava sua saída.

Em resumo

  • Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo sugeriram que Flávio deixasse o país após a derrota eleitoral.
  • A ordem de Alexandre de Moraes para apreender os passaportes de Flávio foi o fator decisivo para sua fuga.
  • Aliados como Tarcísio de Freitas e Rogério Marinho aconselharam o senador a ficar no Brasil.

Fonte: Diário do Centro do Mundo

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