Política · Justiça

Ruralistas articulam resistência contra Alcolumbre na disputa pelo comando do Senado

A Frente Parlamentar da Agropecuária sinaliza apoio a nomes alternativos ao de Davi Alcolumbre para a presidência do Senado em 2027.

Foto: Davi Alcolumbre Crédito: Edilson Rodrigues/Agência Senado · Original e licença

A disputa pela presidência do Senado, marcada para 1º de fevereiro de 2027, ganhou um novo contorno nesta terça-feira (3). A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), maior bancada temática do Congresso, sinalizou que não deve caminhar com o atual presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), preferindo apoiar nomes alinhados ao bolsonarismo, como os senadores Tereza Cristina (PP-MS) e Rogério Marinho (PL-RN).

O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion (Republicanos-PR), afirmou que qualquer articulação conduzida por Tereza Cristina terá o respaldo do grupo. Embora a bancada ainda não tenha oficializado um nome, Lupion aposta em uma composição entre a ex-ministra e Marinho para evitar a fragmentação dos votos contrários a Alcolumbre. Segundo o deputado, a ideia é que a nova maioria eleita para o Senado atue de forma mais incisiva contra o que ele classifica como interferência do Judiciário no Legislativo.

O cenário, contudo, impõe desafios estratégicos. Tereza Cristina enfrenta um impasse partidário, já que o Progressistas integra uma federação com o União Brasil, legenda de Alcolumbre que já declarou apoio à sua permanência no cargo. Além disso, há divergências internas sobre a pauta do impeachment de ministros do STF: enquanto Marinho quer colocar o tema como prioridade absoluta, a senadora defende uma agenda legislativa mais ampla.

Em resumo

  • A FPA, com 47 senadores, sinaliza resistência à candidatura de Davi Alcolumbre.
  • Pedro Lupion defende uma composição entre Tereza Cristina e Rogério Marinho.
  • O Progressistas, partido de Tereza Cristina, está federado ao União Brasil, que apoia Alcolumbre.
  • Marinho prioriza o impeachment de ministros do STF, enquanto Tereza Cristina adota cautela sobre o tema.

Fonte: Brasil 247

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