Gigantes automotivas se unem ao Congresso dos EUA para barrar avanço chinês
Montadoras como Toyota, GM e Volkswagen pressionam por proibição permanente de veículos chineses nos EUA, citando riscos à segurança e competitividade.

Em uma ofensiva coordenada, as maiores montadoras que operam nos Estados Unidos, incluindo General Motors, Toyota e Volkswagen, intensificaram a pressão sobre o Legislativo americano. O objetivo é garantir a aprovação, ainda em 2026, de uma proibição permanente à comercialização de veículos fabricados na China no mercado interno.
A articulação é liderada pela Alliance for Automotive Innovation, que representa o setor. Segundo o presidente da entidade, John Bozzella, a presença de automóveis chineses traz riscos de vigilância e ameaça os investimentos de longo prazo realizados pelas empresas tradicionais no país. O setor utiliza como alerta o crescimento das importações na União Europeia, que superou 1,1 milhão de unidades nos primeiros oito meses de 2026, um volume que já ultrapassa todo o ano anterior.
O projeto de lei conta com apoio bipartidário e já avançou em comissões do Senado, enquanto na Câmara dos Representantes a proposta acumula mais de 100 coautores. A urgência das montadoras se deve ao receio de que o cenário político pós-eleições de meio de mandato possa travar a votação antes do recesso de dezembro.
Atualmente, os Estados Unidos já impõem barreiras severas, como tarifas superiores a 100% sobre elétricos chineses e restrições tecnológicas implementadas em 2025, sob o argumento de proteger dados de usuários. A mobilização atual ganhou novo fôlego após declarações de Donald Trump em setembro, que sinalizou abertura para fábricas chinesas em solo americano, gerando desconforto entre as montadoras estabelecidas.
O governo chinês, por sua vez, mantém uma postura crítica, classificando as medidas como uma forma de repressão injustificada e cobrando respeito às regras de concorrência global.
Em resumo
- Montadoras pressionam o Congresso dos EUA por veto permanente a carros chineses.
- Setor alega riscos de segurança e ameaça à competitividade da indústria local.
- União Europeia importou mais de 1,1 milhão de veículos da China até agosto de 2026.
- Pequim contesta as restrições, apontando violação das normas de livre mercado.
Fonte: ICL Notícias

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