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Exportadores de café pressionam governo por soluções após queda de receita

Setor cafeeiro aponta gargalos logísticos e incertezas sobre a reforma tributária após perda de US$ 952 milhões nas exportações até setembro.

Foto: Carga de 19 toneladas de café tipo exportação, avaliada em aproximadamente R$ 2 milhões, que havia sido furtada no Porto de Santos, no Estado de São Paulo - Divulgação/Policia Civil · Original e licença

O setor cafeeiro brasileiro iniciou uma nova ofensiva de cobranças ao governo federal diante de um cenário contraditório: embora a safra de 2026 prometa números recordes e o volume de exportações tenha crescido, a receita obtida com as vendas externas recuou 8,6% até setembro. O prejuízo acumulado no período chega a US$ 952 milhões, gerando apreensão entre os exportadores.

Empresas do ramo apontam que o desempenho financeiro aquém do esperado é reflexo de gargalos estruturais na logística nacional e de uma crescente insegurança jurídica. O setor teme que a implementação da reforma tributária, embora prometa desoneração para exportadores, acabe travando o capital de giro das companhias caso haja demora na devolução de créditos fiscais.

Segundo o tributarista Gustavo Melo, sócio do escritório Menndel & Melo Advocacia, que presta assessoria às empresas, o governo precisa garantir que a reforma não se torne um custo adicional para quem produz. O especialista afirmou que a reforma não pode se tornar mais um custo para quem produz.

Com o aumento das despesas logísticas e a instabilidade no cenário internacional, a pressão sobre a gestão petista deve se intensificar ao longo do próximo ano. O setor busca garantias de que a infraestrutura será priorizada para evitar que o potencial produtivo do país continue sendo corroído por custos operacionais elevados.

Em resumo

  • A receita das exportações de café caiu 8,6% até setembro de 2026, totalizando uma perda de US$ 952 milhões.
  • O volume exportado cresceu, mas os custos logísticos e a insegurança jurídica pressionam as margens das empresas.
  • Exportadores cobram do governo federal agilidade na implementação da reforma tributária para evitar prejuízos no capital de giro.

Fonte: Folha de S.Paulo

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