Bolsa brasileira amarga sexta queda seguida sob pressão de incertezas fiscais
O Ibovespa fechou o primeiro pregão de novembro em baixa, repercutindo o debate sobre a política de juros e o alto custo da dívida pública.

Foto: Tela de cotações da B3 em São Paulo – 6/7/2023 Crédito: REUTERS/Amanda Perobelli · Original e licença
O mercado financeiro brasileiro retomou as atividades nesta terça-feira, 3 de novembro, mantendo o tom pessimista que marca o período pós-eleitoral. O Ibovespa encerrou o dia com recuo de 1,42%, fixando-se em 165.528,92 pontos. Com esse resultado, o principal índice da bolsa nacional completa seis sessões consecutivas de desvalorização, um movimento que reflete a apreensão dos investidores quanto aos rumos da política fiscal e à definição da equipe econômica para o próximo governo.
Durante o pregão, o índice chegou a registrar uma queda mais acentuada, superando os 2% de perda, antes de ensaiar uma recuperação parcial. O clima de cautela é alimentado por dúvidas sobre as prioridades da gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em um cenário onde o mercado financeiro já acumula perdas expressivas desde o final de outubro.
Um dos pontos centrais que mobilizam as discussões entre analistas é a proposta do economista André Lara Resende. Ele defende uma redução drástica da taxa Selic, hoje em 13,75% ao ano, para um patamar próximo de 7,5%. Diferente da lógica convencional, que utiliza juros altos para conter o consumo e a inflação, Lara Resende sustenta que a medida poderia aliviar o peso do serviço da dívida pública, que atingiu R$ 11,1 trilhões em setembro.
O economista argumenta que a atual estrutura de indexação da dívida, que atrela os títulos públicos à Selic, torna o orçamento estatal excessivamente vulnerável às decisões do Banco Central. Ao reduzir essa dependência, o governo poderia diminuir despesas financeiras, o que, na visão de Lara Resende, ajudaria a estabilizar o câmbio e a conter a inflação ao evitar a fuga de capitais.
Em resumo: - O Ibovespa fechou aos 165.528,92 pontos, acumulando seis quedas consecutivas. - O mercado reage a incertezas fiscais e ao debate sobre a proposta de reduzir a Selic para 7,5%. - A dívida bruta do governo geral alcançou R$ 11,1 trilhões em setembro de 2026.
Fonte: Brasil 247

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