Justiça retém fatia do salário de Romário para sanar dívida de aluguel
Senador terá 20% de seus rendimentos mensais descontados por ordem judicial para pagar honorários advocatícios ligados a um antigo processo de locação de mansão em Brasília.

Foto: O senador Romário. Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado · Original e licença
O Poder Judiciário do Distrito Federal autorizou o desconto direto de um quinto dos vencimentos recebidos pelo senador Romário no Senado Federal. A medida, oficializada em 29 de outubro, tem como objetivo assegurar o pagamento de R$ 179 mil em honorários devidos a advogados que atuaram em uma disputa judicial sobre o aluguel de uma residência de luxo.
O imbróglio jurídico remonta a um contrato de locação assinado em 2012 para o uso de uma propriedade situada na orla do Lago Paranoá. A inadimplência começou no final de 2015, levando a empresa proprietária a buscar reparação nos tribunais. Além do débito financeiro, o parlamentar foi alvo de uma determinação para desfazer construções irregulares no local, como um campo de futebol e um píer, que foram instalados sem o devido licenciamento.
Ao analisar o pedido de penhora, a juíza Luciana Torres de Oliveira refutou as alegações da defesa, que tentava limitar a cobrança sob o argumento de que o advogado não teria direito ao valor total. A magistrada sustentou que o bloqueio parcial não coloca em risco a dignidade ou a manutenção básica do senador e de seus familiares. O ex-jogador mantém o direito de apresentar novos recursos contra a decisão.
Em episódios anteriores de bloqueios financeiros, a equipe jurídica do senador argumentou que a retirada de recursos de sua remuneração causaria danos irreparáveis ao seu orçamento pessoal. O caso segue em tramitação, acumulando desdobramentos desde que o contrato de aluguel foi rompido.
Em resumo: - A Justiça do DF ordenou a penhora de 20% do salário de Romário no Senado. - O montante de R$ 179 mil refere-se a honorários advocatícios de um processo sobre aluguel de mansão. - A juíza Luciana Torres de Oliveira rejeitou os argumentos da defesa e manteve a decisão. - O processo envolve também a demolição de estruturas irregulares construídas pelo senador no imóvel.
Fonte: Diário do Centro do Mundo

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