Cerco ao garimpo: Governo federal asfixia logística do crime na Terra Ianomâmi
Balanço oficial aponta redução de 99% na atividade ilegal após série de operações que causaram prejuízo milionário aos criminosos.

Foto: Avião em chamas Crédito: Bruno Mancinelle/Casa de Governo · Original e licença
O governo federal intensificou o cerco contra a exploração mineral predatória na Terra Indígena Ianomâmi, em Roraima, com um balanço expressivo entre julho e outubro de 2026. Segundo dados da Casa de Governo, estrutura vinculada à Casa Civil, foram realizadas 1.391 operações focadas em desmantelar a logística que sustenta o garimpo ilegal na região.
A estratégia de sufocamento logístico resultou na inutilização ou apreensão de dez aeronaves e 15 pistas de pouso clandestinas. Além disso, as forças de segurança — que incluem a Força Nacional, Forças Armadas, Funai e Ibama — destruíram 67 acampamentos e 14 balsas, causando um prejuízo estimado de R$ 67 milhões aos criminosos apenas neste quadrimestre.
O impacto das ações é refletido na apreensão de 92,8 quilos de mercúrio, substância altamente tóxica usada na extração de ouro, e na inutilização de 8,8 toneladas de cassiterita. O governo federal sustenta que, desde o início das operações, a atividade garimpeira na Terra Ianomâmi registrou uma queda de 99%.
Desde março de 2024, o esforço conjunto das autoridades federais já acumula 12.296 ações, com um prejuízo total ao setor ilegal calculado em R$ 815 milhões. O foco tem sido interromper o fluxo de combustíveis, peças de reposição e o transporte aéreo, elementos vitais para a manutenção dos garimpos dentro do território protegido.
Em resumo
- Foram 1.391 operações entre julho e outubro de 2026, com foco na destruição de infraestrutura logística.
- O governo inutilizou ou apreendeu 10 aeronaves e 15 pistas clandestinas no período.
- O prejuízo acumulado ao garimpo ilegal desde março de 2024 chega a R$ 815 milhões.
- Dados oficiais indicam uma redução de 99% na atividade garimpeira na Terra Ianomâmi.
Fonte: Brasil 247

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