Copom trava queda de juros e mantém Selic em 13,75% sob alerta de incertezas
Banco Central interrompe ciclo de cortes na taxa básica de juros, citando pressões inflacionárias e instabilidade no cenário internacional.

Foto: - Banco Central - Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil · Original e licença
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu, nesta quarta-feira (4), interromper a trajetória de queda da taxa Selic, mantendo-a em 13,75% ao ano. A decisão, tomada de forma unânime sob a presidência de Gabriel Galípolo, encerra uma sequência de cinco reduções consecutivas e mantém o custo do crédito em patamares elevados para famílias e empresas.
A medida ocorre em um momento de contradição econômica. Enquanto o próprio comunicado do colegiado admite uma "moderação mais acentuada da atividade econômica" no país, o BC optou por segurar os juros, alegando a necessidade de conter pressões inflacionárias. A inflação acumulada em 12 meses até setembro atingiu 4,58%, superando o teto da meta estabelecida.
Entre os fatores que pesaram na decisão, o Banco Central destacou o cenário externo adverso, agravado pelos conflitos no Oriente Médio, que pressionam os preços de combustíveis, além da política monetária restritiva adotada por economias avançadas. O comitê não sinalizou quando pretende retomar o ciclo de cortes, deixando a expectativa para a última reunião do ano, marcada para os dias 8 e 9 de dezembro.
Em resumo
- A taxa Selic foi mantida em 13,75% ao ano por decisão unânime do Copom.
- O BC justifica a manutenção pela inflação acima da meta e instabilidades geopolíticas.
- A decisão interrompe cinco cortes seguidos, encarecendo o crédito em um momento de desaceleração econômica.
Fonte: Revista Fórum

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