SPU aponta suspeitas em transferência de mansão em Angra disputada por Richarlison
Secretaria do Patrimônio da União investiga irregularidades na cessão de imóvel em Angra dos Reis envolvendo o advogado Willer Tomaz e o jogador Richarlison.

Foto: Willer Tomaz e Flávio Bolsonaro. Foto: reprodução · Original e licença
A Secretaria do Patrimônio da União (SPU) identificou indícios de irregularidades na transferência de uma mansão situada na Ilha Comprida, em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro. O imóvel, que é alvo de uma disputa judicial envolvendo o atacante Richarlison, foi transferido para uma empresa ligada ao advogado Willer Tomaz sob condições que agora estão sob investigação da Polícia Federal e da Controladoria-Geral da União (CGU).
O foco da apuração recai sobre a celeridade atípica do processo. Em 11 de julho de 2022, a Certidão de Autorização para Transferência (CAT) foi emitida manualmente em apenas uma hora e 40 minutos após a solicitação. A justificativa apresentada na época foi uma suposta falha no sistema eletrônico, somada a um pedido de urgência. A atual gestão da SPU também questiona a falta de documentos judiciais completos no processo administrativo que embasou a transferência.
O caso envolve uma complexa batalha por direitos de ocupação. Richarlison afirma ter adquirido a propriedade por R$ 10 milhões em 2020 e protocolado um pedido de regularização junto à SPU em setembro de 2021, procedimento que não foi concluído. O jogador acusa Willer Tomaz e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de articularem a perda de seus direitos sobre o bem após ele ter recusado uma oferta de venda feita pelo parlamentar.
Além da esfera administrativa, a SPU solicitou ao Ibama que investigue possíveis crimes ambientais na região da ilha. Questionados, Willer Tomaz optou por não se manifestar, enquanto a assessoria de Flávio Bolsonaro não respondeu aos contatos.
Em resumo
- SPU investiga irregularidades na transferência de mansão em Angra dos Reis para empresa de Willer Tomaz.
- Órgão aponta rapidez suspeita na emissão de certidão e falhas documentais, acionando PF e CGU.
- Richarlison alega ter comprado o imóvel em 2020 e acusa Willer Tomaz e Flávio Bolsonaro de interferência indevida.
- SPU também solicitou ao Ibama apuração sobre denúncias de crimes ambientais no local.
Fonte: Diário do Centro do Mundo

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