Política

Clima de terror: alunos de medicina denunciam ameaças e perseguição política na São Leopoldo Mandic

Estudantes relatam intimidações, listas de perseguição e preconceito social após o segundo turno das eleições; faculdade é alvo de críticas por falta de suporte.

Estudantes da Faculdade São Leopoldo Mandic, em Campinas (SP), vivem um clima de medo e insegurança após o segundo turno das eleições de 2026. Segundo apuração do ICL Notícias, alunos que declararam voto no presidente Lula (PT) têm sido alvo de ameaças explícitas, perseguição e hostilidade por parte de colegas em grupos de WhatsApp da instituição.

Prints obtidos pela reportagem revelam mensagens enviadas a partir de 25 de outubro, que incluem a foto de um revólver e a articulação de listas para identificar e expor eleitores do petista. Em um dos grupos, que reúne cerca de 750 alunos, um estudante chegou a sugerir agressões físicas, enquanto outro compartilhou uma imagem violenta de um homem com camisa do PT amordaçado em um matagal.

O cenário de intimidação já gerou consequências diretas na vida acadêmica. Relatos indicam que alunos deixaram de frequentar aulas por receio de represálias, e há casos de estudantes que optaram por trancar a matrícula após serem hostilizados por comemorarem o resultado das urnas. Além da perseguição política, denúncias apontam que o preconceito se estende a questões de classe e orientação sexual, com estudantes bolsistas do ProUni sendo alvo de ofensas discriminatórias.

A Faculdade São Leopoldo Mandic, que cobra mensalidades de R$ 14.578, anunciou em 29 de outubro a criação de uma comissão disciplinar para apurar os fatos. A instituição informou que um aluno foi afastado cautelarmente e que disponibilizou atendimento psicopedagógico. Contudo, os estudantes denunciam omissão da direção e falta de transparência nas medidas adotadas para garantir a segurança no campus.

Em resumo

  • Estudantes denunciam ameaças de morte e perseguição política após o segundo turno das eleições.
  • Mensagens em grupos de WhatsApp incluem fotos de armas e incitação à violência contra eleitores de Lula.
  • A faculdade confirmou o afastamento cautelar de um aluno e a criação de uma comissão disciplinar.
  • Alunos relatam que o preconceito contra bolsistas do ProUni se intensificou no ambiente acadêmico.

Fonte: ICL Notícias

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