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Endividamento das famílias brasileiras recua pelo segundo mês consecutivo

Dados da CNC mostram leve queda no endividamento e na inadimplência em outubro, mas juros elevados do cartão de crédito seguem como obstáculo.

Foto: Homem fazendo contas. Foto: reprodução · Original e licença

O cenário de endividamento das famílias brasileiras apresentou um leve alívio em outubro, marcando o segundo mês consecutivo de queda. Segundo levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o índice de famílias com dívidas atingiu 81,6%, uma redução de 0,1 ponto percentual em relação a setembro. Embora o patamar ainda supere os 79,5% registrados em outubro de 2025, os indicadores de inadimplência também mostraram recuo, caindo para 29,3% no último mês.

A pesquisa aponta que o percentual de consumidores que se declaram muito endividados diminuiu de 17,3% para 16,8%, atingindo o menor nível desde abril. Além disso, a parcela de entrevistados que afirmou não ter condições de quitar contas atrasadas caiu de 12,5% para 12,2%. A expectativa da CNC é que a tendência de redução se mantenha até o fim do ano, impulsionada pelo pagamento da segunda parcela do 13º salário, que tem sido direcionado prioritariamente para o abatimento de débitos.

Apesar da melhora nos índices gerais, o custo do crédito permanece como um entrave severo. O economista da entidade, José Roberto Tadros Bentes, destacou que os juros do cartão de crédito, que alcançam 440% ao ano, dificultam o reequilíbrio financeiro das famílias. O cenário é agravado pela manutenção da taxa Selic em 13,75% ao ano, decisão confirmada pelo Banco Central na última quarta-feira (4).

A desigualdade na capacidade de pagamento também se mantém evidente. Enquanto a inadimplência caiu nas faixas de renda média e alta, ela apresentou uma leve alta entre as famílias que recebem até três salários mínimos, subindo de 38,5% para 38,6%. Especialistas reforçam que, para esse público, os gastos com itens essenciais ainda consomem a maior parte do orçamento mensal.

Em resumo

  • O endividamento das famílias caiu para 81,6% em outubro, enquanto a inadimplência recuou para 29,3%.
  • O Banco Central manteve a taxa Selic em 13,75% ao ano, limitando o fôlego financeiro dos consumidores.
  • Juros do rotativo do cartão de crédito, que chegam a 440% ao ano, são apontados como o principal obstáculo para a quitação de dívidas.

Fonte: Diário do Centro do Mundo

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