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Congresso do Paraguai barra renúncia de Santiago Peña e mantém impeachment

Parlamentares paraguaios rejeitaram a saída voluntária do presidente para evitar que ele mantenha imunidade parlamentar após a quebra do banco Ueno.

Foto: Presidente do Paraguai, Santiago Peña Crédito: REUTERS/Mike Segar · Original e licença

O Congresso do Paraguai tomou uma decisão drástica nesta quinta-feira (5) ao rejeitar a carta de renúncia apresentada pelo presidente Santiago Peña. Com a medida, os parlamentares garantiram a continuidade do processo de impeachment contra o chefe do Executivo, aprovado por unanimidade na Câmara dos Deputados.

A manobra política de Peña foi interpretada pela oposição como uma tentativa de escapar da destituição para assegurar o cargo de senador vitalício, prerrogativa que garante imunidade parlamentar a ex-presidentes. Pela Constituição paraguaia, essa proteção jurídica não se aplica àqueles que são removidos do cargo por meio de impeachment.

A crise que derrubou o governo foi deflagrada pelo colapso do banco digital Ueno, instituição da qual Peña foi acionista até março de 2025. O banco, que detinha cerca de US$ 850 milhões em depósitos públicos, incluindo verbas previdenciárias, teve sua liquidação decretada pelo Banco Central após a identificação de irregularidades na concessão de empréstimos a empresas do próprio grupo controlador.

O isolamento de Peña tornou-se irreversível após a perda de apoio de figuras centrais do Partido Colorado, incluindo o presidente da legenda, Horacio Cartes, e o presidente do Congresso, Basilio Núñez. Enquanto a Justiça bloqueou os bens de 27 pessoas ligadas ao banco, o clima em Assunção permanece tenso com protestos de correntistas que tiveram seus recursos retidos.

Em resumo

  • O Congresso paraguaio rejeitou a renúncia de Santiago Peña para impedir que ele obtenha imunidade parlamentar.
  • A Câmara dos Deputados aprovou por unanimidade o prosseguimento do processo de impeachment.
  • A crise foi motivada pela quebra do banco Ueno, que gerou prejuízos a cerca de 3 milhões de clientes e envolveu recursos públicos.
  • A Justiça paraguaia já determinou o bloqueio de bens de 27 investigados ligados à instituição financeira.

Fonte: Brasil 247

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