Política · Justiça

Bolsonaro quer aval do STF para articular eleição do Senado com aliados

Ex-presidente busca permissão de Alexandre de Moraes para encontrar senadores Rogério Marinho e Tereza Cristina e discutir a sucessão na presidência da Casa.

Foto: Alexandre de Moraes – Jair Bolsonaro Crédito: Gustavo Moreno/STF / REUTERS/Adriano Machado · Original e licença

A equipe jurídica que representa Jair Bolsonaro recorreu ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, com o intuito de viabilizar encontros presenciais entre o ex-presidente e os senadores Rogério Marinho, do PL do Rio Grande do Norte, e Tereza Cristina, do PP de Mato Grosso do Sul. O ex-mandatário, que cumpre pena por tentativa de golpe, precisa de permissão judicial para realizar essas reuniões.

O movimento ocorre em um momento de intensa disputa pelo comando do Senado Federal, cuja eleição está marcada para o início de fevereiro de 2027. A defesa de Bolsonaro sugeriu ao magistrado que os encontros ocorram em dias úteis, preferencialmente no meio da semana, conforme a agenda do gabinete de Moraes permitir.

A articulação política ganha contornos estratégicos, já que o PL, partido de Bolsonaro, terá a maior representação na Casa a partir de 2027, com 29 parlamentares. Rogério Marinho, que lidera a oposição, já lançou sua pré-candidatura, enquanto Tereza Cristina também trabalha para consolidar seu nome no mesmo espectro político. Ambos buscam apoio para enfrentar Davi Alcolumbre, do União Brasil, que tenta retornar à presidência do Senado.

O controle da presidência do Senado é visto como um posto-chave, pois confere ao eleito o poder de pautar projetos e decidir o destino de pedidos de impeachment contra autoridades, incluindo ministros da própria Suprema Corte. A votação, que será secreta, exigirá que o vencedor alcance pelo menos 41 votos entre os 81 senadores.

Em resumo: - A defesa de Bolsonaro solicitou ao STF permissão para que ele receba os senadores Rogério Marinho e Tereza Cristina. - O objetivo das visitas é discutir a sucessão na presidência do Senado, prevista para fevereiro de 2027. - Marinho e Tereza Cristina articulam candidaturas para enfrentar Davi Alcolumbre.

Fonte: Brasil 247

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