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Impacto de R$ 815 milhões: ofensiva contínua reduz em 99% a atividade garimpeira em terras indígenas

Estrutura do garimpo rui na TI Yanomami com apreensão de aeronaves, balsas e combustível

Uma ofensiva implacável contra o garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami sufocou a logística do crime e causou um prejuízo milionário aos financiadores da atividade predatória. A destruição de aeronaves, balsas e a apreensão de toneladas de insumos demonstram que o cerco estatal está cortando pela raiz o financiamento e o abastecimento que alimentavam a destruição na região.

A estratégia de combate aos crimes ambientais e ao garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami atingiu um novo patamar de eficácia ao golpear diretamente o bolso e a infraestrutura dos operadores do crime. Entre julho e outubro de 2026, as forças federais realizaram 1.391 ações ostensivas no território, impondo um prejuízo estimado em R$ 67 milhões às redes clandestinas que tentavam se sustentar na área.

O foco das operações foi desmantelar a complexa cadeia logística que viabiliza a extração ilegal. No período, 10 aeronaves foram retiradas de circulação (seis inutilizadas em solo e quatro apreendidas), 15 pistas de pouso clandestinas foram desativadas e 67 acampamentos marcharam para a desmobilização. Em uma das investidas, realizada em 9 de julho por militares do Comando Conjunto Catrimani II na Pista do Hélio, um avião Cessna 182 escondido sob a vegetação foi neutralizado antes que pudesse voltar a operar.

Além do modal aéreo, a malha fluvial também sofreu forte impacto: 14 balsas e 15 embarcações foram inutilizadas. O estrangulamento da atividade se refletiu ainda na apreensão de insumos essenciais, como 92,8 quilos de mercúrio — altamente contaminante para os rios —, 8,8 toneladas de cassiterita, além de mais de 17 mil litros de combustíveis (diesel e gasolina) destinados ao maquinário pesado.

Fonte: Plantão Brasil/ Fórum

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