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Planalto monitora transição no Paraguai após renúncia de Santiago Peña

O governo brasileiro acompanha com cautela a sucessão presidencial no Paraguai, priorizando a estabilidade regional e a manutenção de laços diplomáticos.

Foto: Santiago Peña em Brasília, 16/05/2023 Crédito: @SantiPenap · Original e licença

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mantém monitoramento atento sobre a crise política no Paraguai, deflagrada pela renúncia de Santiago Peña. Com a ascensão do vice-presidente Pedro Alliana ao comando do país vizinho, a prioridade do Palácio do Planalto é assegurar que a transição ocorra sem episódios de violência ou instabilidade social, conforme apurado pela coluna de Igor Gadelha, do portal Metrópoles.

Embora Peña mantivesse um alinhamento político com o governo de Donald Trump, nos Estados Unidos, o governo brasileiro mantinha uma relação cordial com o ex-mandatário. Assessores da área internacional do Planalto indicam que o Brasil não desejava a queda de Peña, reforçando que a preocupação central reside na segurança da extensa fronteira compartilhada e na proteção da numerosa comunidade brasileira residente em solo paraguaio.

A análise de integrantes do governo brasileiro aponta que o desgaste de Peña foi impulsionado por um racha interno no Partido Colorado, agravado pelo rompimento com o grupo do ex-presidente Horacio Cartes. Além do cenário político, instabilidades no sistema bancário paraguaio teriam intensificado o descontentamento popular, especialmente entre as camadas de menor renda.

Apesar da incerteza sobre a capacidade de Alliana em pacificar o cenário político local, o governo Lula sinaliza a intenção de manter uma relação construtiva com a nova gestão. O objetivo é preservar a parceria estratégica no Mercosul e evitar que o Paraguai mergulhe em um ciclo de conflitos prolongados.

Em resumo

  • Santiago Peña renunciou à presidência do Paraguai, sendo sucedido por Pedro Alliana.
  • O governo brasileiro prioriza a estabilidade regional e a segurança na fronteira.
  • A crise foi alimentada por disputas no Partido Colorado e problemas no setor bancário.
  • O Planalto busca manter uma relação diplomática pragmática com a nova administração.

Fonte: Brasil 247

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