Justiça

GDF quer R$ 2,2 bilhões de pai de banqueiro para cobrir prejuízos no BRB

O governo distrital recorreu ao Supremo para que valores bilionários apreendidos com Henrique Vorcaro sejam destinados ao Banco de Brasília.

Foto: Henrique Vorcaro e Daniel Vorcaro. Foto: Reprodução · Original e licença

O Governo do Distrito Federal entrou com uma petição no Supremo Tribunal Federal buscando o repasse imediato de mais de R$ 2,2 bilhões para o Banco de Brasília. A quantia, que soma precisamente R$ 2.245.235.850,24, encontra-se sob custódia judicial após ter sido identificada pela Polícia Federal em janeiro, durante a segunda etapa da Operação Compliance Zero.

A Procuradoria-Geral do Distrito Federal argumentou perante o ministro Edson Fachin que o Estado e a instituição financeira pública foram lesados pelas práticas apuradas no Caso Master. O órgão jurídico sustenta que Henrique Vorcaro desempenhou um papel estratégico na articulação do esquema, servindo como ponto de conexão entre os agentes envolvidos, mesmo sem deter cargo oficial no Banco Master, que é gerido por seu filho, Daniel Vorcaro.

Os recursos estavam alocados em uma carteira mantida por Henrique na instituição financeira CBSF, anteriormente denominada Reag. A defesa do governo local defende que o montante deve ser revertido ao banco público antes mesmo do encerramento do processo judicial, baseando-se na premissa de que a lei deve priorizar o ressarcimento das vítimas de crimes financeiros. O pedido aguarda análise do presidente da Corte.

Em resumo

  • O GDF solicitou ao STF que R$ 2,2 bilhões bloqueados de Henrique Vorcaro sejam transferidos ao BRB.
  • O montante foi localizado pela PF em uma conta na corretora CBSF durante a Operação Compliance Zero.
  • A Procuradoria alega que o banco público e o DF sofreram prejuízos no Caso Master e devem ser reparados.

Fonte: Diário do Centro do Mundo

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