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Banco investigado por fraude no Paraguai bancou evento com clã Bolsonaro em Mar-a-Lago

Instituição financeira que deixou 3 milhões de clientes sem acesso a contas foi patrocinadora 'Diamond' de gala conservadora frequentada pelo deputado brasileiro.

O Ueno Bank, instituição financeira paraguaia que entrou em processo de intervenção após uma grave crise de solvência, foi um dos principais patrocinadores de um evento internacional de direita que contou com a presença do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP). A revelação, trazida à tona pelo deputado Alencar Santana (PT-SP), expõe o uso de recursos de um banco que administrava bilhões em verbas públicas em articulações políticas no exterior.

O evento, denominado Hispanic Prosperity Gala, ocorreu em 10 de fevereiro de 2026, no clube Mar-a-Lago, propriedade de Donald Trump, na Flórida. Registros fotográficos mostram o parlamentar brasileiro posando diante de um painel que exibia o logotipo do Ueno Bank na categoria 'Diamond', cota de patrocínio que, segundo organizadores, era oferecida por 100 mil dólares.

A crise do banco tornou-se pública em 3 de novembro, quando o Banco Central do Paraguai decretou intervenção após constatar que o índice de solvência da instituição estava abaixo de 50% do mínimo legal. O colapso deixou cerca de 3 milhões de clientes sem acesso a seus recursos. O banco, que mantinha laços societários com o entorno do presidente paraguaio Santiago Peña, gerenciava aproximadamente 800 a 850 milhões de dólares em fundos públicos, incluindo verbas do Instituto de Previdência Social do país.

Além da presença de Eduardo Bolsonaro, o evento em Mar-a-Lago foi marcado pela homenagem ao consultor argentino Fernando Cerimedo, figura conhecida por disseminar desinformação sobre o processo eleitoral brasileiro. O caso foi levado por Alencar Santana à Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados para apuração das conexões internacionais do banco agora sob investigação.

Em resumo

  • O Ueno Bank, sob intervenção do Banco Central do Paraguai, patrocinou evento de luxo em Mar-a-Lago com cota de 100 mil dólares.
  • Eduardo Bolsonaro participou da gala e homenageou o consultor Fernando Cerimedo no mesmo local.
  • A instituição financeira administrava cerca de 800 milhões de dólares em recursos públicos e deixou 3 milhões de clientes sem acesso a contas.
  • O deputado Alencar Santana apresentou o caso à Comissão de Relações Exteriores da Câmara para investigação.

Fonte: revistaforum.com.br

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