Queda de Peña no Paraguai sinaliza fracasso da política de submissão aos EUA
O governo brasileiro analisa a saída de Santiago Peña como um revés para o alinhamento automático com Washington e busca estabilidade na região.

A saída de Santiago Peña da presidência do Paraguai é interpretada em Brasília como um sinal claro do desgaste de gestões que pautaram sua política externa pelo alinhamento irrestrito aos Estados Unidos. Para o Palácio do Planalto, o episódio reflete a fragilidade de governos que priorizaram interesses norte-americanos em detrimento da soberania regional.
Apesar da leitura política, a prioridade imediata do governo brasileiro é evitar que a crise paraguaia se transforme em um colapso social. O temor é agravado pela possível quebra de uma instituição financeira que atende metade da população do país vizinho. Nesse cenário, o Brasil deve articular um apelo diplomático pela manutenção da ordem e da estabilidade institucional.
Sob a gestão de Peña, o Paraguai consolidou uma agenda de submissão, que incluiu a abertura para acordos militares com a administração Trump, a exploração de recursos naturais por empresas estrangeiras e o uso estratégico da energia de Itaipu por companhias americanas. Além disso, o país manteve o reconhecimento de Taiwan e um alinhamento automático com Washington nas votações da ONU.
Embora o governo brasileiro não vislumbre uma guinada progressista imediata na região, a avaliação é de que a extrema direita enfrenta um desgaste crescente. A estratégia de Lula para o próximo mandato foca em um projeto de integração pragmática, capaz de unir países com ideologias distintas em torno de temas comuns, como a cooperação em segurança pública.
Em resumo
- A queda de Santiago Peña é vista como derrota do alinhamento automático aos EUA.
- O Brasil prioriza a estabilidade social e política no Paraguai para evitar um colapso regional.
- O governo Lula planeja promover uma integração pragmática na América do Sul, focada em segurança e cooperação mútua.
Fonte: ICL Notícias

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