Operação Azzardo revela esquema bilionário e escancara desafio das bets ilegais
Bloqueio de R$ 3,4 bilhões em operação contra apostas clandestinas expõe a dimensão do mercado ilegal no Brasil e a necessidade de maior fiscalização.

Foto: Plataforma de aposta esportiva Crédito: Bruno Peres/Agência Brasil · Original e licença
A recente Operação Azzardo, deflagrada pela Polícia Civil do Distrito Federal, trouxe à tona a magnitude do mercado de apostas clandestinas no Brasil. Com o bloqueio de R$ 3,4 bilhões em recursos ilícitos, a ação policial expôs uma estrutura complexa de lavagem de dinheiro que utilizava empresas de fachada e uma fintech para movimentar cerca de R$ 1 bilhão em transações suspeitas.
Segundo a Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL), o caso é apenas a ponta de um iceberg. Dados da entidade indicam que, desde o início do monitoramento, foram identificadas mais de 60 mil plataformas irregulares, sendo que aproximadamente 35 mil permanecem ativas e acessíveis aos apostadores brasileiros. A associação ressaltou que a cooperação entre a Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda e as forças de segurança foi fundamental para o avanço das investigações.
O presidente da ANJL, Plínio Lemos Jorge, alertou que a ausência de controle estatal sobre essas plataformas cria um ambiente propício para crimes. Para o dirigente, as operadoras clandestinas não oferecem garantias de transparência ou segurança aos usuários, funcionando como um terreno fértil para a criminalidade. A entidade também manifestou preocupação com medidas que, segundo sua avaliação, podem restringir o mercado legalizado e, consequentemente, impulsionar o crescimento das apostas sem regulamentação.
Em resumo
- A Operação Azzardo bloqueou R$ 3,4 bilhões de apostas clandestinas.
- Cerca de 35 mil plataformas ilegais continuam operando no país.
- Uma fintech é investigada por movimentar R$ 1 bilhão no esquema.
- A ANJL defende que a regulação é essencial para combater a lavagem de dinheiro.
Fonte: Brasil 247

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