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Crise no Paraguai: Amorim vê chance de reaproximação com o Brasil e Mercosul

O assessor especial Celso Amorim avalia que a renúncia de Santiago Peña pode reorientar a política externa paraguaia, afastando-a de Washington.

Foto: Celso Amorim Crédito: Vinicius Loures/ Câmara dos Deputados · Original e licença

O assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais, Celso Amorim, enxerga na recente crise política do Paraguai uma oportunidade para fortalecer os laços entre Assunção, Brasília e o Mercosul. Em entrevista à CNN Brasil, o diplomata comentou a renúncia do presidente Santiago Peña e os impactos dessa mudança no cenário regional.

Para Amorim, a gestão de Peña, marcada por um alinhamento estreito com os Estados Unidos, representava um distanciamento preocupante. O assessor criticou a adesão do país ao chamado 'Escudo das Américas', iniciativa ligada ao governo de Donald Trump, e a permissão para treinamentos militares estadunidenses em solo paraguaio, o que gerava desconforto estratégico para o Brasil.

Ao analisar a importância da relação bilateral, Amorim destacou que o Paraguai é um vizinho fundamental, especialmente pela gestão compartilhada da usina binacional de Itaipu. O diplomata ressaltou que o país vizinho esteve mais próximo do Brasil em períodos anteriores e que a atual transição política pode permitir avanços em pautas históricas pendentes.

Embora tenha pontuado que crises e renúncias não são cenários desejáveis, Amorim acredita que o respeito aos procedimentos constitucionais durante o processo paraguaio abre espaço para uma retomada da cooperação. O assessor afirmou que espera que o fato permita evoluir positivamente nas questões pendentes.

Em resumo

  • Celso Amorim avalia que a saída de Santiago Peña pode afastar o Paraguai do alinhamento com os EUA.
  • O governo brasileiro busca maior integração do país vizinho ao Mercosul.
  • A gestão de Itaipu e a cooperação bilateral são prioridades na nova fase diplomática.

Fonte: Brasil 247

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