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Em prisão domiciliar, Bolsonaro articula sucessão no Senado com aval de Moraes

O ex-presidente Jair Bolsonaro solicitou ao ministro Alexandre de Moraes autorização para receber senadores da direita que disputam o comando do Senado em 2027.

Foto: O ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado - Sergio Lima - 11.set.26/AFP · Original e licença

O ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar desde março de 2026, protocolou nesta quinta-feira (5) um pedido ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para receber visitas de aliados políticos. O objetivo do ex-mandatário é articular a sucessão na presidência do Senado, prevista para fevereiro de 2027.

Na petição, a defesa de Bolsonaro solicita autorização para encontrar os senadores Rogério Marinho (PL-RN) e Tereza Cristina (PP-MS), ambos ex-ministros de seu governo e pré-candidatos ao comando da Casa. O ex-presidente também pediu permissão para receber o senador eleito Bruno Scheid (PL-RO). A defesa sugere que os encontros ocorram preferencialmente às terças, quartas ou quintas-feiras.

A movimentação ocorre em um momento de disputa interna na direita. O PL oficializou a candidatura de Marinho na última quarta-feira (4), mas o parlamentar mantém um acordo com Tereza Cristina para definir, até a data da eleição, qual dos dois nomes terá maior viabilidade política para enfrentar Davi Alcolumbre (União-AP), atual presidente do Senado.

O campo bolsonarista tem como um de seus principais motins a crítica à gestão de Alcolumbre, especialmente pela ausência de pautas voltadas ao impeachment de ministros do STF. Bolsonaro foi condenado em 2025 a 27 anos de prisão por sua participação em um plano de golpe de Estado, processo que é relatado pelo próprio ministro Alexandre de Moraes.

Em resumo

  • Bolsonaro pediu a Moraes autorização para receber os senadores Rogério Marinho, Tereza Cristina e Bruno Scheid.
  • O encontro visa discutir a estratégia da direita para a eleição da presidência do Senado em 1º de fevereiro de 2027.
  • O ex-presidente cumpre prisão domiciliar desde março de 2026 após condenação por tentativa de golpe de Estado.

Fonte: Folha de S.Paulo

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