Crise no Paraguai: Itamaraty mantém cautela após renúncia de Santiago Peña
O governo brasileiro observa com cautela a renúncia do presidente paraguaio, Santiago Peña, em meio a denúncias de fraude bancária no país vizinho.

Foto: O agora ex-presidente do Paraguai, Santiago Peña, que renunciou ao cargo em meio às denúncias de fraude - Handout - 05.nov.26/AFP · Original e licença
A renúncia do presidente do Paraguai, Santiago Peña, anunciada nesta quinta-feira (5), gerou reações distintas dentro do governo brasileiro. Enquanto o Palácio do Planalto monitora com apreensão os possíveis desdobramentos para a estabilidade política na América Latina, o Itamaraty mantém uma postura de distanciamento, tratando o episódio como uma questão estritamente interna do país vizinho.
A saída de Peña do cargo ocorre em um cenário de forte instabilidade, motivada por denúncias de fraudes que atingem o Ueno Bank, uma das instituições financeiras digitais mais relevantes do Paraguai. A crise institucional tem sido acompanhada de perto por aliados do presidente Lula, que temem que o evento agrave as dificuldades de diálogo com governos de direita na região.
Apesar do receio político, a diplomacia brasileira optou pela cautela e não deve emitir manifestações oficiais sobre o caso. A avaliação interna no Ministério das Relações Exteriores é de que a resolução da crise deve ocorrer exclusivamente dentro das normas constitucionais paraguaias, sem interferência externa.
Em resumo
- O presidente do Paraguai, Santiago Peña, renunciou ao cargo nesta quinta-feira (5).
- A decisão foi motivada por denúncias de fraudes envolvendo o Ueno Bank.
- O Itamaraty classifica o caso como um problema interno e mantém cautela.
- O governo brasileiro teme que a instabilidade afete o cenário político regional.
Fonte: Folha de S.Paulo

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