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Brasil define prioridades para minerais essenciais e mira autonomia industrial

Governo organiza lista de minerais estratégicos para fortalecer a soberania nacional, impulsionar a transição energética e garantir o processamento industrial dentro do país.

Foto: Exploração de terras raras e outros recursos minerais brasileiros. Foto: Reprodução · Original e licença

O Brasil deu um passo decisivo para fortalecer sua autonomia industrial ao definir, nesta quinta-feira (05), quais substâncias minerais são vitais para o futuro do país. Em sua primeira reunião oficial, o Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos estabeleceu uma hierarquia de prioridades que servirá como bússola para a política federal sancionada pelo governo em setembro.

A estratégia do governo é clara: reduzir a dependência externa e proteger a economia de oscilações geopolíticas. Para isso, o colegiado, que reúne ministérios como o da Fazenda e o de Relações Exteriores, além de membros da sociedade civil, dividiu os recursos em três níveis de importância. No topo da lista, com prioridade alta, estão itens fundamentais para a transição energética e a tecnologia de ponta, como lítio, terras raras, níquel, cobre, cobalto, grafita, manganês, silício e urânio.

Em um patamar intermediário, o governo posicionou minerais como potássio, fosfato, cromo, vanádio, titânio, tântalo, tungstênio e enxofre. Já o grupo de prioridade baixa engloba nióbio, ferro, ouro, estanho, zinco, magnésio, molibdênio, tório, alumínio e os metais do grupo da platina. A escolha desses grupos considerou não apenas a escassez global, mas a capacidade de cada material de alavancar o desenvolvimento tecnológico e regional brasileiro.

O Ministério de Minas e Energia destacou que essa organização é um marco para dar segurança aos investidores e clareza sobre onde o Estado deve concentrar esforços. A intenção é que o Brasil deixe de ser apenas um exportador de matéria-prima bruta e passe a dominar etapas mais complexas, como o beneficiamento e a transformação industrial. Além de debater o regimento interno, o conselho focou em como estimular a mineração urbana e a pesquisa científica para garantir que o valor agregado desses recursos fique no território nacional.

Em resumo: - O governo classificou minerais em três níveis de prioridade para orientar investimentos e fortalecer a indústria nacional. - A medida visa garantir soberania em setores como transição energética, defesa e tecnologia. - O foco é ampliar o processamento interno e reduzir a dependência de mercados estrangeiros.

Fonte: Diário do Centro do Mundo

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