Crise no Paraguai: Itamaraty adota cautela após renúncia de Santiago Peña
O governo brasileiro monitora a instabilidade política no Paraguai após a renúncia de Santiago Peña, mas mantém postura de não interferência.

Foto: Presidente do Paraguai, Santiago Peña Crédito: REUTERS/César Olmedo · Original e licença
A renúncia de Santiago Peña da presidência do Paraguai, confirmada nesta quinta-feira (5), gerou um clima de alerta nos bastidores do governo brasileiro. O mandatário deixou o cargo em meio a um escândalo envolvendo denúncias de fraudes ligadas ao Ueno Bank, instituição financeira de destaque no país vizinho.
Enquanto o Palácio do Planalto demonstra apreensão com os possíveis reflexos da instabilidade na América Latina, o Itamaraty mantém uma postura de distanciamento. Segundo informações da coluna Painel, da Folha de S.Paulo, a diplomacia brasileira classifica o episódio como um assunto estritamente interno e descarta, por ora, qualquer manifestação oficial, defendendo que a crise seja resolvida pelas instituições paraguaias.
A preocupação no governo Lula, contudo, é real. Aliados do presidente avaliam que a turbulência em Assunção pode agravar as tensões políticas na região, em um momento em que o avanço de forças de direita já impõe desafios significativos para a manutenção de canais de diálogo entre os países latino-americanos.
Em resumo
- Santiago Peña renunciou à presidência do Paraguai nesta quinta-feira (5).
- A saída do mandatário está ligada a denúncias de irregularidades no Ueno Bank.
- O Itamaraty trata o caso como questão interna e não planeja intervenção diplomática.
- O governo brasileiro monitora o cenário devido ao receio de instabilidade regional.
Fonte: Brasil 247

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