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Crise no Paraguai: manobra do Partido Colorado trava renúncia de Santiago Peña

Após anunciar renúncia, presidente Santiago Peña vê votação ser suspensa no Senado paraguaio enquanto avança processo de impeachment contra ele e seu vice.

Foto: Santiago Peña, presidente do Paraguai Crédito: Cesar Olmedo/REUTERS · Original e licença

O cenário político no Paraguai vive momentos de intensa instabilidade nesta quinta-feira (5). Embora o presidente Santiago Peña tenha anunciado sua renúncia ao cargo em um vídeo nas redes sociais, a decisão ainda não foi oficializada pelo Congresso. A sessão do Senado, que deveria deliberar sobre o pedido, foi suspensa após parlamentares do Partido Colorado, legenda do próprio mandatário, abandonarem o plenário e impedirem a formação de quórum.

A manobra parlamentar ocorre sob forte pressão da oposição, que exige o prosseguimento de um processo de impeachment contra Peña e seu vice, Pedro Alliana. A Câmara dos Deputados já havia aprovado, por unanimidade, a abertura do julgamento político contra o presidente, além de ter dado sinal verde para o procedimento contra Alliana por 48 votos a 30.

A crise foi deflagrada pela intervenção do Banco Central do Paraguai no Ueno Bank, ocorrida na última terça-feira (3) devido à insuficiência de capital. O caso trouxe à tona vínculos anteriores de Peña com a instituição, onde o presidente mantinha investimentos. Segundo o jornal paraguaio ABC Color, o mandatário chegou a deter ações avaliadas em cerca de 6,144 bilhões de guaranis antes de vendê-las.

A oposição, liderada por nomes como a senadora Esperanza Martínez, rejeita a renúncia de Peña para evitar que ele obtenha o foro privilegiado de senador vitalício, prerrogativa que seria perdida caso ele fosse condenado em um processo de impeachment. A expectativa é que as discussões no Senado sejam retomadas nesta sexta-feira (6).

Em resumo

  • Santiago Peña anunciou renúncia, mas manobra do Partido Colorado impediu a votação no Senado.
  • Câmara dos Deputados aprovou abertura de impeachment contra Peña e o vice Pedro Alliana.
  • Crise foi motivada por intervenção do Banco Central no Ueno Bank, instituição ligada a investimentos do presidente.

Fonte: Brasil 247

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