Política · Economia

Itaú projeta inflação em alta e freio no crescimento para 2027

Banco revisa indicadores econômicos, prevê Selic estagnada em 13,75% e aponta cenário mais desafiador para a economia brasileira.

Foto: Crédito: Divulgação/Assaí · Original e licença

O cenário econômico para 2027 enfrenta um ajuste pessimista nas projeções do Itaú. Em relatório divulgado pela equipe liderada pelo economista Diogo Guillen, o banco elevou a estimativa para a inflação de 4,6% para 6,1%. Paralelamente, a expectativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) foi reduzida de 1,2% para apenas 0,5%.

Segundo apuração do BM&C News, a instituição financeira agora trabalha com a manutenção da taxa básica de juros, a Selic, em 13,75% até o final de 2027. A previsão anterior indicava um encerramento do período em 12,50%. A mudança sinaliza uma interrupção no ciclo de cortes de juros pelo Comitê de Política Monetária (Copom) já na próxima reunião.

Os analistas do banco justificam a revisão citando um ambiente mais adverso, marcado por pressões inflacionárias internas, desvalorização cambial — com o dólar médio projetado em R$ 5,60 — e um cenário internacional desafiador. Fatores como o preço do petróleo, os efeitos da reforma tributária e possíveis mudanças nas políticas de combustíveis também compõem o diagnóstico.

Apesar da inflação mais alta, o Itaú avalia que o baixo crescimento econômico deve limitar a necessidade de novos aumentos na Selic. A lógica é que a desaceleração da atividade econômica atue como um contraponto, contendo parte das pressões sobre os preços sem exigir um aperto monetário ainda mais severo.

Em resumo

  • Inflação para 2027 revisada para 6,1%.
  • Projeção de crescimento do PIB reduzida para 0,5%.
  • Selic deve permanecer em 13,75% até o fim de 2027.
  • Dólar médio estimado em R$ 5,60.

Fonte: Brasil 247

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