Cerco ao garimpo ilegal na Terra Yanomami causa prejuízo milionário e salva vidas
Operações federais entre julho e outubro de 2026 desmantelaram infraestrutura do garimpo e impulsionaram recuperação dos indicadores de saúde na região.

O combate ao garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami, em Roraima, intensificou-se nos últimos meses, consolidando uma estratégia de asfixia logística contra os invasores. Entre julho e outubro de 2026, as forças federais, sob coordenação da Casa de Governo, realizaram 1.391 ações que resultaram em um prejuízo estimado de R$ 67 milhões para as redes criminosas que atuam na região.
O balanço detalha a inutilização ou apreensão de dez aeronaves e a interdição de 15 pistas de pouso clandestinas. Além disso, os agentes destruíram 67 acampamentos e 14 balsas, confiscando insumos essenciais para a atividade ilegal, como 92,8 quilos de mercúrio e quase 9 toneladas de cassiterita. Desde março de 2024, o esforço integrado já soma mais de 12 mil operações, com um dano financeiro acumulado de R$ 815 milhões ao setor.
O impacto dessas ações vai além da repressão ambiental e reflete diretamente na sobrevivência da população local. Dados do Informe 10 da Missão Yanomami revelam que, no primeiro semestre de 2026, não houve registros de mortes por malária no território. Comparado ao período de 2023, quando a crise humanitária foi decretada, as mortes por desnutrição caíram 73,5%, enquanto a mortalidade geral recuou 27,2%.
A melhoria no cenário sanitário é sustentada por um reforço robusto na assistência médica. O número de profissionais de saúde em atuação na área triplicou, passando de 690 em 2023 para 2.107 em 2026, garantindo o funcionamento pleno de todos os polos-base e unidades de saúde indígena.
Em resumo
- Foram 1.391 operações entre julho e outubro de 2026, com prejuízo de R$ 67 milhões ao garimpo.
- A fiscalização retirou 10 aeronaves de circulação e interditou 15 pistas clandestinas no período.
- Mortes por malária foram zeradas no primeiro semestre de 2026, com queda de 73,5% nos óbitos por desnutrição.
- O efetivo de profissionais de saúde na região saltou de 690 para 2.107 desde 2023.
Fonte: ICL Notícias

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