Planalto articula ofensiva diplomática para convencer China a investir em fundo de florestas
Governo Lula busca adesão financeira de Pequim ao Fundo Florestas Tropicais para Sempre para alavancar meta de US$ 125 bilhões em investimentos ambientais.

Foto: Janja, Lula, Xi Jinping e Peng Liyuan Crédito: Ricardo Stuckert/PR · Original e licença
O governo do presidente Lula iniciou uma nova articulação diplomática com o objetivo de atrair a China como investidora do Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF). Segundo informações da Folha de S.Paulo, o Palácio do Planalto aposta que a entrada de Pequim no mecanismo ambiental funcionaria como um catalisador, atraindo novos aportes de outras nações para a iniciativa.
Atualmente, o fundo acumula US$ 7,8 bilhões. O Brasil foi o primeiro a contribuir, com US$ 1 bilhão, seguido por países como Alemanha, Noruega, França, Reino Unido, Luxemburgo, Indonésia e, mais recentemente, a Holanda, que destinou US$ 500 milhões em outubro. A meta ambiciosa do projeto é atingir US$ 125 bilhões, combinando recursos de fundos soberanos e entidades filantrópicas para alavancar investimentos do mercado financeiro.
Apesar do esforço brasileiro, a China mantém cautela quanto ao desembolso direto. Pequim defende a doutrina das responsabilidades comuns porém diferenciadas, argumentando que o financiamento climático deve ser liderado por nações desenvolvidas, historicamente responsáveis pelas emissões globais. Embora a China tenha oferecido respaldo político ao TFFF, o governo chinês reforçou, durante a COP30, que cabe aos países ricos fornecer o suporte financeiro necessário para a preservação florestal.
A diplomacia brasileira, por outro lado, argumenta que o desenho do fundo não restringe a origem dos recursos aos países desenvolvidos, destacando o protagonismo de nações em desenvolvimento, como o próprio Brasil e a Indonésia, na estruturação do mecanismo.
Em resumo
- O governo brasileiro busca atrair a China para o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), que já conta com US$ 7,8 bilhões.
- A meta do fundo é alcançar US$ 125 bilhões para financiar a preservação ambiental.
- A China mantém apoio político ao projeto, mas resiste ao aporte financeiro, defendendo que o financiamento deve ser prioridade das nações desenvolvidas.
Fonte: Brasil 247

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