Celso Amorim questiona força da direita e aponta possível avanço progressista
Assessor especial da Presidência, Celso Amorim, refuta tese de 'onda azul' global e comenta crise política no Paraguai após renúncia de Santiago Peña.

Foto: Celso Amorim Crédito: Vinicius Loures/ Câmara dos Deputados · Original e licença
O assessor especial da Presidência da República para assuntos internacionais, Celso Amorim, manifestou ceticismo quanto à tese de uma suposta "onda azul" — termo utilizado para descrever o fortalecimento de governos de direita ao redor do mundo. Em entrevista ao SBT News, o diplomata sugeriu que o cenário internacional pode estar caminhando para uma direção oposta.
Ao analisar o panorama geopolítico, Amorim destacou que a ideia de uma consolidação conservadora não se sustenta diante de fatos recentes, como a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva no Brasil e reveses enfrentados por Donald Trump no Congresso dos Estados Unidos. O assessor provocou o debate sobre a possibilidade de uma "onda rosa" — referência à ascensão de governos progressistas — alcançar o território norte-americano.
Sobre a instabilidade no Paraguai, marcada pela renúncia do presidente Santiago Peña e pela crise financeira deflagrada pela quebra do Banco Ueno, Amorim manteve uma postura de cautela diplomática. O ex-ministro enfatizou que o Brasil mantém o respeito à soberania paraguaia e observou que os ritos institucionais parecem estar sendo seguidos no país vizinho.
Em resumo
- Celso Amorim refuta a existência de uma onda conservadora global.
- O assessor sugere que o campo progressista pode ganhar força nos EUA.
- O governo brasileiro adota cautela e respeita a soberania paraguaia diante da renúncia de Santiago Peña.
Fonte: Brasil 247

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