Política · Justiça

Marinho busca apoio bolsonarista em caravana nacional para tentar presidência do Senado

O senador Rogério Marinho planeja percorrer estados para mobilizar a base de direita e pressionar parlamentares na disputa pelo comando do Senado contra Davi Alcolumbre.

Foto: Senador Rogério Marinho (PL-RN). (Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado) · Original e licença

Com o objetivo de conquistar a presidência do Senado em fevereiro de 2027, o senador Rogério Marinho (PL-RN) desenhou um plano de ação que inclui viagens por diversas regiões do país. A intenção do parlamentar é utilizar a pressão da base bolsonarista nos estados para garantir que senadores de partidos de direita e centro-direita mantenham o compromisso com sua candidatura, evitando que o voto secreto facilite adesões ao seu principal adversário, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

Aliados de Marinho calculam que ele conta atualmente com 38 votos consolidados, oriundos de legendas como PL, PP, Republicanos e Novo. Para atingir a maioria absoluta de 41 votos, o grupo aposta na coordenação do senador Efraim Filho (PL-PB), que deve assumir a frente da campanha. Efraim, que possui laços históricos com Alcolumbre, assegurou que seguirá a orientação da bancada do PL nesta disputa.

Enquanto Marinho busca o apoio das bases eleitorais, Alcolumbre mantém uma estratégia focada na articulação política dentro do Congresso. O adversário tem utilizado a distribuição de cargos, relatorias de projetos importantes e funções na estrutura legislativa para atrair aliados, inclusive entre parlamentares de partidos que compõem a oposição. Um exemplo recente dessa movimentação foi a escolha do senador Eduardo Gomes (PL-TO) para relatar a Lei de Diretrizes Orçamentárias.

Para tentar ampliar seu espectro de apoio, Marinho prepara um documento programático que busca suavizar sua imagem. A ideia é sinalizar ao centro que, caso eleito, sua gestão não será pautada pelo confronto direto com o governo Lula ou com o Supremo Tribunal Federal, mas sim pela defesa da independência do Legislativo. O texto deve resgatar a trajetória de seu avô, Djalma Marinho, como forma de reforçar a imagem de um parlamentar comprometido com a institucionalidade.

Em resumo: - Rogério Marinho pretende viajar pelo país para mobilizar eleitores bolsonaristas e pressionar senadores a votarem em sua candidatura. - A disputa contra Davi Alcolumbre é acirrada pelo voto secreto, que permite traições partidárias e negociações de bastidores. - Alcolumbre utiliza relatorias e cargos estratégicos para atrair votos, inclusive de parlamentares da oposição. - A eleição para a presidência do Senado está marcada para o dia 1º de fevereiro de 2027.

Fonte: ICL Notícias

COMECE A CONVERSA

O que você acha desta notícia?

Seja o primeiro a compartilhar sua opinião.

Comentários

Próxima notíciaPetróleo domina balança comercial brasileira e supera soja em 2026